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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A quem representa o machismo do Deputado Perondi?


O PCdoB tem a maior Bancada proporcional de mulheres no Congresso Nacional, fato que orgulha o nosso Partido. Lutamos intensamente para que cada vez mais, as mulheres ocupem todos os espaços. Temos muito orgulho dos nossos quadros. Abigail, Jandira, Jô Moraes, Jussara, Manuela, Perpétua, Rosane, Lúcia, Teresinha, Vanessa e tantas outras. Elas, nos representam!

Por isso nós rechaçamos veementemente que, em pleno período dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, a Senadora Vanessa Grazziotin foi agredida e chamada de vagabunda por pessoas que ocupavam a galeria do plenário e que agora sabemos, foram pagos para tumultuar, o que demonstra somente o quanto a oposição ao Governo Dilma está despreparada e desesperada.

Deputada Jandira Feghali denunciou a agressão. Deputados
conservadores sempre barraram real partipação popular

Lamentamos ainda que o Deputado Federal Darcísio Perondi tenha desferido ataques ao PCdoB em sua conta no Twitter, de maneira desqualificada e sobretudo descontextualizada. Desqualificada porque permeada de um viés machista, quando não se posiciona com relação aos xingamentos vindos das galerias, de certa maneira até, defendendo os agressores. Descontextualizada porque omite no debate que faz, que a Senadora Vanessa Grazziotin foi agredida quando discursava pelo andamento da sessão. Debater com uma mulher do PCdoB, não é para qualquer um.
Os ataques feitos pelo Deputado Perondi ao PCdoB demonstram uma atitude machista e vergonhosa e até certo ponto uma concordância com a maneira pela qual a Senadora Vanessa foi tratada ontem. O ato é recorrente e repete comportamento machista que o próprio Deputado Perondi manifestou durante a campanha, de forma grosseira e muito deselegante, a Dilma Roussef, uma senhora, mãe e avó, que por sua luta e protagonismo político, era candidata a Presidenta da República.

Ataques machistas e deselegantes do Deputado
contra Dilma Roussef, na campanha eleitoral

O PCdoB já solicitou a segurança do Congresso Nacional que os agressores sejam identificados. O PCdoB de Ijuí se posiciona veementemente contra o ato e presta total apoio as Camaradas Deputadas, inclusive de outros Partidos, especialmente a Camarada Vanessa Grazziotin.

Para elas que lutam!

Deputadas do PCdoB Manuela Dávila e Perpétua Almeida reagiram na rede.
Deputada do PT, Maria do Rosário, também se manifestou.
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Desnaturalizar a violência, o preconceito e a opressão. O Brasil para as brasileiras

A fala da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Eleonora Menecucci.
Na mesa, a senadora Vanessa Grazziotin, o presidente do PCdoB Renato Rabelo, a Secretária Nacional da Mulher (PCdoB) Liége Rocha e a Vice-presidente Nacional e lider do Partido na Câmara, Luciana Santos

Terminou neste domingo (20) a 2ª Conferência Nacional sobre a Emancipação da Mulher, organizada pelo PCdoB. O evento reuniu, em suas edições preparatórias, durante dois meses, cerca de 15 mil militantes, mulheres e homens, de todos os estados brasileiros. A vereadora Rosane Simon esteve presente, como uma das 12 delegadas do estado. A edição nacional, que aconteceu neste final de semana em Brasília, aprovou o manifesto "O Brasil para as brasileiras".

No final do encontro um manifesto que expressa as principais reivindicações da Conferência foi aprovado. Nele, os delegados e delegadas concluem que acumulam-se conquistas e avanços de direitos e políticas públicas mais incisivas na perspectiva de gênero. Porém, fazem uma análise de que o caminho ainda é longo na superação das expressões cotidianas da opressão à qual continuam submetidas as mulheres.

Uma das principais preocupações apontadas na Conferência é quanto à violência contra a mulher. Estatísticas mostram que a cada duas horas uma brasileira é assassinada e o Brasil possui o sétimo maior índice mundial de assassinato de mulheres. Além disso, a cada cinco minutos uma brasileira é agredida.

O manifesto aprovado expressa essa preocupação: “Foram registradas, no ano passado, 48 mil agressões contra mulheres das quais 68,8% aconteceram em âmbito doméstico e quase 30% foram praticadas pelo marido ou companheiro”.

Luta por igualdade
Uma sociedade justa, livre e igualitária é o objetivo, com equidade entre homens e mulheres como parte do projeto de desenvolvimento com promoção da distribuição de renda, com valorização do trabalho, ampliação da democracia e a superação das desigualdades e discriminações de todos os tipos.

Neste contexto o manifesto expõe a “histórica sub-representação feminina nas esferas de decisão na sociedade” o que se constitui como uma das limitações democráticas do país. Segundo o manifesto aprovado, apesar de as brasileiras serem mais da metade da população, portanto maioria do colégio eleitoral, representam apenas 8,7 % da Câmara de Deputados e 14,8% do Senado Federal. No Legislativo Estadual são apenas 12,85% e as prefeitas correspondem apenas a 9,2% entre gestores municipais.

“A participação das mulheres na vida pública acontece mantendo as desigualdades. As brasileiras representam 41,7% da população economicamente ativa, porém mais da metade das trabalhadoras urbanas e rurais não usufruem o direito à aposentadoria por tempo de serviço em decorrência de constituírem a maioria do contingente de trabalho informal. Persistem as diferenças salariais entre homens e mulheres, exercendo as mesmas funções”.

"Importantes quadros do partido em nível Nacional e de todos os Estados, entre homens e mulheres, se somaram nesse importante debate. Painéis com estudiosas do tema, provocaram um debate rico, desnudando uma realidade que, no dia a dia passa batido. Desnaturalizar a violência, o preconceito e a opressão é uma das formas de enfrentar esse atraso que sufoca o potencial produtivo de muitas mulheres e imobiliza sua vida e felicidade. Esse é o papel de todos nós", comentou Rosane Simon.