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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Nota do Partido sobre as eleições municipais de 2020

Com responsabilidade, pela democracia.

A Comissão Política do PCdoB de Ijuí, instância de debate preparatória à convenção partidária que se realizará no próximo dia 12 de setembro, dá o indicativo para esta convenção, de apoio do PCdoB ao candidato Fioravante Batista Ballin, do PDT, nas eleições municipais deste ano.

O cenário político é complexo, mas não é dúbio. Clama na consciência de todos os setores democráticos e progressistas o posicionamento de luta contra as ameaças a democracia e aos direitos fundamentais do povo, dos trabalhadores e trabalhadoras.

Em Ijuí, o alinhamento das forças para as eleições deste ano está claro. De um lado e de antemão, aglutinaram-se os setores radicais, extremistas e atrasados do bolsonarismo. Além disso, o ambiente é de crise econômica, social e institucional, em um país desgovernado e de luto por seus 120 mil mortos nesta pandemia. O governo Bolsonaro é culpado deste cenário, que irá se agravar em 2021. Em Ijuí, mas também no estado e no país, superar este conjunto de crises só será possível pela união e diálogo de forças que defendam, exerçam e pratiquem a democracia. É preciso cuidar da economia e investir na qualidade de vida de nosso povo, com emprego, renda e direitos. O bolsonarismo e aqueles que o apoiam, são o contrário disso.

O PCdoB tem 98 anos de luta contra o fascismo e de compromisso com a democracia. Somos uma força política consequente e diante deste cenário, é consequente nosso indicativo de apoio ao candidato Fioravante Batista Ballin, do PDT. Apoio que expressamos, é condicionado ao compromisso de combatermos a crise, cuidando do nosso povo, do emprego e da renda das famílias. É condicionado também a mudanças que signifiquem avanços no modelo de gestão e na implementação de inovações que modernizem os serviços e o atendimento ao cidadão e aos contribuintes.

Com responsabilidade, pela democracia.

Executiva e Comissão Política do PCdoB/Ijuí
Ângelo Schiavo - Presidente

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Quem é contra a corrupção?

A Executiva do PCdoB de Ijuí, diante do pronunciamento do Vereador Líder da Bancada do PDT na Câmara de Vereadores de Ijuí, na Sessão Legislativa do último dia 17 de novembro, emite a seguinte nota sobre supostas irregularidades, de amplo conhecimento público e que envolvem o Vice-prefeito, relatadas pelo Vereador em seu pronunciamento:

Um dos principais temas debatidos nas eleições de 2014 foi o da corrupção. Suas implicações para o país, para governos e políticos, são nefastas, com reflexos para todo o conjunto da sociedade e para a democracia.

Os esforços feitos nos últimos anos para avançar no combate à corrupção são significativos, quando percebemos que as instituições e os governos tratam deste tema com mais rigor, dando as respostas que a sociedade exige, sobre suspeitas de corrupção.

Assim, os fatos ocorridos recentemente na cidade de Ijuí, em que noticia-se o uso da máquina pública no período eleitoral, no âmbito da Vice-prefeitura e da Secretaria de Habitação, colocam a sociedade Ijuiense em estado de alerta. Estes fatos tomam dimensão ainda maior, porque foram relatados, em tom de denúncia, em sessão plenária na Câmara de Vereadores, pelo líder da Bancada do PDT, partido do prefeito, que referiu-se ao fato citando a palavra “corrupção” e a expressão “uso da máquina pública”.

Nossa sociedade quer respostas. Os fatos são graves e os indícios fortes, considerando que o membro do governo citado, ocupou concomitantemente à pasta de habitação e o cargo de vice-prefeito, pouco antes do período eleitoral.

O PCdoB fará a sua parte. Ainda nesta terça-feira encaminhamos pedido ao Presidente da Câmara de Vereadores, de uma cópia do pronunciamento do Vereador Líder da Bancada do PDT, Darci Pretto, em que relata o caso. De posse da gravação, pretendemos acionar o Ministério Público e a Justiça Eleitoral. Nosso mandato legislativo bem como a direção partidária vai acompanhar o desenrolar das ações.

Chegou a hora de vermos quem é contra a corrupção.


Junior Carlos Piaia
Presidente.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Militante comunista é homenageado pelos 50 anos do Movimento pela Legalidade

Aos 38 anos, Arno Burmann residia em Catuípe. Como ele mesmo conta, em matéria publicada na edição número 150 do Jornal da Manhã de Ijuí, as dificuldades de comunicação na época eram enormes, sendo o rádio o principal meio de informação. Certo dia, chegando em casa, encontra um grande número de homens e mulheres que esperavam para saber o que poderiam fazer para aderir ao Movimento da Legalidade que estava, naquele momento, inflamando o estado do Rio Grande do Sul. “Eu não era um líder! Também estava apenas pouco informado, só pela rádio, e não podia dar informações precisas. Então aconselhei a todos que acompanhassem os acontecimentos dos próximos dias, pois o movimento ainda estava em fase inicial”.

Em Pé o filho André e a esposa Dalzira.
Cleusa, Arno Burmann e Rosane Simon, sentados.


Com a insistência popular em participar do movimento, Arno fez uma lista com o nome de todas as pessoas que se dispusessem a lutar pela legalidade. “Tudo foi muito empolgante para mim e ficou marcado em meu ser. Em determinado momento marchávamos para uma guerra civil na qual aderiu a 3ª Região Militar do Exército, o que teve uma força notável, principalmente para o Rio Grande do Sul, onde os militares aguardavam armas para defender a legalidade”.

O Movimento da Legalidade foi um dos mais intensos da história do estado e por sua participação neste contexto em que mais uma vez o povo foi protagonista da história é que o militante comunista Arno Arcênio Burmann, foi homenageado na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Ijuí, nesta segunda-feira, 22.

“Somos militantes da democracia. É pela mobilização popular de conteúdo democrático que saúdo o meu camarada Arno Burmann. Seu papel protagonista na mobilização popular em nossa região causou momentos dolorosos a ele e a sua família. Por isso receba, meu camarada, este abraço fraterno do legislativo ijuiense e do nosso partido por sua história de luta”, disse a vereadora comunista Rosane Simon, proponente da homenagem.

Falando pela bancada do PDT, o vereador Darci Pretto da Silva parabenizou Rosane Simon pela iniciativa, lembrando do protagonismo de toda a família Burmann no movimento. “Lembro que nesta época o irmão do Seu Arno, Beno Orlando Burmann, era prefeito de Ijuí. A família Burmann, com a coragem e a determinação que marca a todos que participaram deste movimento, defendeu os princípios democráticos e constitucionais que nortearam este momento histórico em defesa da democracia”.

Cleusa Burmann e
Cláudio Silva Rufino
Seu Arno, infelizmente, não pode estar presente. Aos 88 anos de vida militante, seu coração já não permite as fortes emoções de quem viveu com muita paixão e entusiasmo os seus ideais, defendendo a democracia. Por isso foi representado por sua filha, Cleusa. “Meu pai ficou muito emocionado quando soube desta homenagem. O seu exemplo de luta é seguido por toda a família, por filhos, sobrinhos e netos”.

Cleusa lembra que a opção política de seu pai pelo PCdoB foi tomada justamente quando as campanhas do “Petróleo é Nosso” e pela legalidade despertaram no jovem militante o respeito as liberdades democráticas individuais, síntese de democracia. Por isso mantem nele, até hoje “a convicção e a esperança de que o Brasil pode ser um país muito melhor para todos”.

Um democrata
Arno Arcênio Burmann, 88 anos, tem 60 anos de militância comunista. Nascido no mesmo ano em que o partido foi fundado, relembra com alegria sua iniciação política. Foi vereador na cidade de Santo Ângelo, de 1947 a 1951. Perguntado por qual partido havia concorrido, relembra as gargalhadas: “Naquela época eu ainda não tinha uma formação política e concorri por um partido bastante conservador”, diz sem citar a sigla. A partir do mandato é que envolveu-se com os movimentos que pregavam a soberania nacional e aproximou-se do comunismo, filiando-se então ao partido. Relembra como os amigos lhe cobravam, na campanha “O petróleo é nosso”. “Arno, não se meta com isso. Isso ai é coisa de comunista”. “Se defender a liberdade e a soberania do Brasil é coisa de comunista, então é o que sou”, retrucava.

Sobre a legalidade, lembra também da cobrança de alguns camaradas de que ao integrar o movimento, estaria defendendo Leonel Brizola. “Estamos defendendo a constituição, a democracia e os diretos do povo”. Ainda hoje, expressa a sua defesa da democracia, como em seu depoimento ao Jornal da Manhã. “Se acontecesse uma guerra, seria horrível. Mas depois, felizmente, aceitaram a vinda do Jango ao Brasil e ele pôde entrar no pais, mas somente com a condição de aceitar o governo parlamentarista”. Ele lembra do movimento com entusiasmo: “Queríamos lutar e defender os direitos do povo. Mesmo com a família e meus filhos pequenos tivemos gana de lutar e estas lutas valeram a pena, pois lutava-se por democracia”, relatou ao jornal.

Protagonistas da história
Também homenageado por indicação da bancada trabalhista, Cláudio Silva Rufino fez um importante resgate histórico daqueles acontecimentos e conclamou a todos pela preservação da memória viva destes fatos na região. “Os governo militares e também outros que os sucederam, quiseram apagar esta história. Deixo registrada a minha preocupação pela falta de memória destes acontecimentos em nossa região. Precisamos fazer o resgate dos episódios que pessoas como o Arno Burmann viveram pela preservação desta memória histórica”.

“Foi uma noite para renovarmos nosso ideais por liberdade e democracia, retomando o exemplo maravilhoso destes homens e mulheres do povo que não se negaram ao chamado para serem protagonistas da história”, comentou a vereadora Rosane Simon.

Ouça:
Manifestação da Vereadora Rosane Simon


Manifestação de Cleusa Burmann