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sábado, 27 de julho de 2024

Convenção define candidaturas do partido para as eleições de 2024

Em convenção realizada na tarde deste sábado, o PCdoB de Ijuí definiu suas candidaturas ao legislativo ijuiense. O Partido terá três candidatos a vereador: Junior Carlos Piaia, Mara Rubia da Silva e Dionatan Wichinheski da Cruz Camargo. Além das candidaturas a proporcional, o Partido definiu apoio a candidatura de Beto Noronha (PT) a prefeito, aprovando também a coligação com o PDT, que comporá a chapa majoritária com a candidatura a vice-prefeito do ex-vereador Aldair Cossetin, o bombeiro.

 
Nossos candidatos Junior Piaia, Mara Rubia e Dionatan ao centro com a bandeira do Partido

"Nós nos atemos sempre ao compromisso de apresentar candidaturas que tenham a responsabilidade de representar as lutas do povo e as bandeiras progressistas da sociedade e desta vez não é diferente. Especialmente neste momento em que o Brasil trilha novamente o caminho da democracia, do progresso e da justiça social, o PCdoB está muito bem representado" afirmou a presidenta Rosane Simon.

Em seguida, os comunistas se dirigiram a Câmara de Vereadores de Ijuí, para o ato conjunto que marcou a aprovação das candidaturas da Frente Popular Trabalhista. Com o plenário lotado e a presença de muitas lideranças políticas e sociais, foram aclamadas as candidaturas de Beto Noronha a prefeito e Aldair Cossetin a vice.

Sobre o ato, Rosane Simon comentou que a união entre PT, PDT e PCdoB não é algo novo ou fabricado. São partidos que historicamente compartilham de ideias e projetos e que tem em comum a convicção da importância da democracia, do respeito e valorização da boa política. "Esta chapa e as candidaturas de Beto Noronha e Aldair Cossetin representam um momento muito particular na história de Ijuí, de retomada e de reafirmação de um trabalho com dna progressista, popular, democrático e de luta ao lado e com o povo trabalhador."

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Literatura: Relatos singulares de memórias e trajetórias singulares

O relato histórico dominante é a versão de quem? Esta questão suscita um despertar e duas obras que serão lançadas na região esta semana tratam de aprofundar e resgatar relatos que nos dão um olhar aprofundado sobre a história do Brasil e da imigração italiana, em uma abordagem conectada a realidade dos trabalhadores e das lutas sociais. Relatos singulares de memórias e trajetórias singulares.

Codinome Gurjão – Só morrem as causas pelas quais ninguém luta” é o livro de memórias do Professor Agenor Castoldi. Mestre em desenvolvimento pela Universidade Federal Rural do RJ. Castoldi desenvolveu atividades acadêmicas por 40 anos na Unijui. Militante do PCdoB nos anos de chumbo, foi preso e torturado pela ditadura. Atuou como sindicalista, tendo sido presidente e fundador do SINPRO Noroeste e da Intersindical de Ijuí.

Suas memórias são uma emocionante aventura, recheada por uma extensa e aprofundada pesquisa de suas raízes, com início no relato da vinda de seu bisavô, Paolo Antônio Castoldi, ao Brasil, imigrando de Brugherio na Itália para Nova Milano, na Serra Gaúcha. Deste ponto de partida, perpassamos a história de quatro gerações da família Castoldi. Chama atenção as muitas abordagens da vida do imigrante e de seus costumes, além da contextualização de suas memórias com acontecimentos históricos e políticos.


Militante das causas sociais e da democracia, as memórias de Agenor Castoldi nos situam em um universo pouco explorado, ou vagamente conhecido, da vida e do cotidiano de um militante de esquerda em nossa região, o noroeste do estado. Aqui seu relato ganha muita singularidade, por resgatar personagens e fatos regionais relativos a sua militância e a política daquele período.


Já outro lançamento, “A luta vale a pena”, reúne o relato da trajetória de 50 anos de militância no PCdoB e de 6 anos na Ação Popular de Raul Carrion, historiador, militante, por três legislaturas vereador de Porto Alegre e por duas legislaturas, deputado estadual do RS. O livro traz ainda uma coletânea de textos teóricos, abordando questões do socialismo e da história do Rio Grande do Sul.

Em comum entre as duas obras, os relatos de vidas que optaram por lutar, pois como define o próprio Carrion “por mais sacrifícios e esforços que nos custe abrir caminho para o ‘NOVO’, ele é inelutável, não por conta de qualquer fatalismo – nada acontece na história sem a participação ativa e consciente de homens e mulheres –, mas porque surgirão inevitavelmente homens e mulheres, precursores dos novos tempos, determinados em fazer a ‘roda da história’ avançar, sem medir sacrifícios ou consequências”. Agenor Castoldi e Raul Carrion são dois destes determinados precursores destes novos tempos. Como conclama o próprio Carrion, “sejamos dignos desses homens e mulheres de vanguarda que, ao longo da história humana – contraditória, de avanços e retrocessos –, souberam desbravar novas sendas para a humanidade. E esforcemo-nos por fazer a nossa parte!


Há, no entanto, muito mais. Se considerarmos que a verdade histórica se constrói na análise profunda da complexidade e multiplicidade dos fatos, estas duas obras nos permitem refletir sobre o viés em que cada ator social constrói sua própria história. Interpretação que o Professor Dinarte Belato aprofunda com uma reflexão, na apresentação que fez de Codinome Gurjão. “Espero, e certamente Agenor também, que estas memórias, em permanente ligação com a realidade e marcada pelo esforço de sua interpretação e entendimento, estimule os leitores, os companheiros e os militantes sociais a também guardarem suas memórias e, no momento oportuno, escrevê-las e partilhá-las. Se nós, trabalhadores, não nos dermos o trabalho de escrever nossas histórias, de nossos movimentos sociais e políticos, de nossas militâncias e pesquisas, deixaremos o campo aberto para que a classe dominante continue ocupando com exclusividade o sentido e a interpretação da nossa sociedade. A História do Brasil não pode continuar sendo majoritariamente a de uma classe dominante, de uma fração singular da sociedade, mas de todos os sujeitos sociais, com seus respectivos tempos históricos.”


As obras terão lançamento conjunto, com a presença dos autores. Nesta sexta-feira (08) em Cruz Alta (17:30 horas, na 23ª Feira do Livro) e no sábado (09) em Ijuí, no plenário da Câmara de Vereadores, a partir das 16:30 horas. “Codinome Gurjão” será lançada ainda na feira do livro em Ijuí, no stand dos escritores.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Comitê eleito tem renovação e avança na representatividade de mulheres

Ângelo Schiavo será o Presidente do Partido nesta direção
O PCdoB de Ijuí realizou no sábado (30), a sua conferência municipal, que debateu as teses do 14º Congresso Nacional da sigla, a reforma do seu estatuto e realizou a eleição do comitê que dirigirá o Partido nos próximos 2 anos e dos delegados de Ijuí para a etapa estadual do congresso. O Presidente eleito é Ângelo Schiavo e o comitê eleito se reunirá ainda nesta semana para definir os membros que comporão o secretariado.

A conferência foi presidida por Ângelo Schiavo e teve como secretária Luciana Pereira. Esteve presente o Presidente estadual do PCdoB, Adalberto Frasson e lideranças da comunidade, entre elas a Presidenta da APMI Sindicato Neira Mello e a Presidenta da ASSAMI, Sirlei Fátima Gomes.

Rosane Simon abriu a reunião, que destituiu a direção e convocou a eleição do comitê. Em seguida a conferência foi nomeada em homenagem ao Camarada Maurício Flávio Köller da Rocha, falecido recentemente. Maurício presidiu o Partido e foi coordenador da campanha de Junior Piaia a prefeito em 2008. Dando sequência à conferência, Ângelo encaminhou a eleição da comissão eleitoral, composta por Rosane Simon, Alison Legonde e Camila Pakulski e orientou os presentes em relação ao processo eleitoral. Uma lista com 30 nomes compôs a cédula, sendo que qualquer nome pode ser substituído desde que respeitando a cota de 30% de mulheres e o total de 23 membros para o comitê.

Adalberto Frasson conduziu o debate das teses do PCdoB para o seu 14º Congresso Nacional. Para o PCdoB, a síntese do momento político, econômico e social é a de uma agenda que quer aniquilar a soberania do país e que coloca a democracia em risco. Uma crise política que é permeada por uma crise institucional de representatividade e credibilidade das instituições. “A crise é no fundo um projeto para implementar uma agenda ultraneoliberal e neocolonial, acabar com direitos do povo, dos trabalhadores e trabalhadoras e para barrar a emergência do Brasil como nação soberana no cenário geopolítico mundial”, afirmou Frasson.


As teses do PCdoB colocam a necessidade de entender o golpe no cenário mundial, particularmente no cenário de crise do capitalismo, caracterizado por uma intensa concentração de renda, pela agenda neoliberal em escala global e pela escalada das violências e tensões em todo o planeta. “Em um cenário como esse, precisamos tirar lições dos erros e acertos que tivemos na condução política e econômica no período em que estivemos no governo e olhar para frente, buscando a constituição de uma frente política ampla, composta pelas forças progressistas, patrióticas, democráticas e constitucionalistas que supere a crise política e recoloque o país no trilho da institucionalidade, recuperando a credibilidade das instituições. Um grupo e um núcleo que conduza o país de volta ao rumo do desenvolvimento, da democracia e da soberania”, complementou Frasson.

Contribuindo no processo de formação de uma Frente Ampla, o PCdoB coloca a necessidade de um novo projeto nacional de desenvolvimento que substitua a “ponte para o abismo” representada pelo projeto do governo golpista de Michel Temer e do PMDB, colocando como prioridade a busca de uma saída política para a crise e a instabilidade, evitando o estado de exceção ou a ditadura e garantindo que o povo decida o rumo político do país através das eleições em 2018. Para o PCdoB, o momento não é para o debate de nomes, mas sim para compor esta frente ampla, em nome do Brasil. Ainda assim, o Partido se prepara para a disputa e estuda candidatura própria a presidência. Um dos nomes cotados é o da Deputada Estadual Manuela D’avila.

Além do debate das teses e do processo de eleições nas instâncias partidárias, o 14º Congresso Nacional do PCdoB envolve todo um processo de recadastramento digital de filiados em todo o país, através de um aplicativo digital do Partido. A medida foca o centenário do PCdoB em 2022. “O PCdoB é o primeiro partido político digital. O processo de recadastramento coloca o Partido em um novo patamar de relacionamento com os filiados. Queremos um Partido mais preparado. A realidade da luta nos dias de hoje não quer só filiados, mas militantes que tenham um vínculo intenso com o Partido. Neste sentido, a ferramenta digital irá nos ajudar a elaborar políticas e ações e vai aproximar as direções da militância nos ajudando a cumprir no dia a dia da luta a tarefa de força política que tem clareza do seu compromisso com uma nova sociedade”, , disse o vereador Junior Piaia.


O plenário aprovou por unanimidade as teses do congresso e a reforma estatutária. 21 delegados foram eleitos para a etapa estadual do congresso. O comitê eleito é composto por Adriano Daltro Schröer, Agenor Castoldi, Ângelo Schiavo, Camila Pakulski Betsch, Etienne Judith Raseira*, Israel Fernandes da Rocha, Jocemar Jadir Pereira*, Junior Carlos Piaia, Lúcia Didoné*, Lúcia Otonelli Crescente, Luciana dos Santos Pereira, Luis Carlos de Oliveira, Luiz Etevaldo da Silva, Marlon Regis Soares, Nelson de Lima, Nilo Mateus Anderson Fricke, Paulo Roberto Fernandes Braga, Robson Bieger de Moura, Rosane Simon, Tamires Rodrigues Okaseski, Teresinha Mendonça, Vanderlei da Silva Gutler e Vera Marli Machado. Na composição do comitê aumentou o número de mulheres de 8 para 9 (39%)e três novos integrantes (*), com renovação de 13%.

“Vivemos um momento difícil para a luta democrática, popular e progressista. Este momento pede um PCdoB mais forte, mais vivo e mais atuante. Esta será a nossa missão. Queremos contribuir, compondo no campo progressista e popular, a construção de um novo projeto e de um novo rumo para o país, retomando uma caminhada que construa o Brasil para o seu povo e que tenha a democracia, a soberania e o progresso social como norte principal”, disse o Presidente eleito do PCdoB de Ijuí. Ângelo Schiavo. Encerrando a reunião, foi realizada uma homenagem a Maurício Flávio Köller da Rocha.

Vídeo:
Homenagem do Partido ao Camarada Maurício Köller da Rocha


Manifestação de Israel Rocha

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Frente Brasil Popular realiza primeira plenária em Ijui



A Frente Brasil Popular realizou no último dia 28, a sua primeira plenária em Ijuí, com a participação de sindicatos, partidos e de entidades ligadas aos movimentos sociais. A plenária foi uma das primeiras ações da FBP na cidade. Já compõem o movimento a Associação dos Aposentados de Ijuí, Cpers-Sindicato, DCE Unijui, Movimento LGBT-Pensar, PCdoB, PT, Sindiáguas, SindiComerciários, Sindicato dos Metalúrgicos, Sinpro Noroeste, Sinteep e a União da Juventude Socialista (UJS). Estiveram presentes na reunião uma representação do núcleo do Cpers de Santa Rosa, do Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Santo Ângelo, lideranças dos municípios de Santo Ângelo, Ajuricaba e Pejuçara e o vereador de Ijuí, Aldair Cossetin.

As intervenções na plenária foram realizadas por Nilton Viário, representando a Cut e a Federação dos Metalúrgicos; Neudicléia Oliveira, representando o Movimento dos Atingidos por Barragens e Antônio Lima, representando o Cpers.

Nilton Viário fez um relato histórico da formação da FBP
Nilton Viário fez um relato histórico e de conjuntura sobre a formação da FBP a partir de um grupo que se reúne há mais de 10 anos, composto por partidos, centrais sindicais, movimentos pela moradia, pela educação e movimentos do campo, tendo como pauta principal a construção de um projeto popular para o Brasil. Ele argumentou que em 2014 há uma mudança de conjuntura na qual um projeto conservador e antipopular ganha certa força, aproveitando-se das mobilizações de junho, que nasceram com reivindicações popular contra o aumento das passagens no transporte urbano, especialmente nas grandes capitais do país.

A Frente Brasil Popular surge neste contexto, contrapondo uma conjuntura em certa medida adversa e difícil, tendo como bandeiras a defesa da democracia e da soberania nacional, da Petrobras e do pré-sal e as conquistas sociais conquistadas pelo povo nos últimos anos.

“O processo de luta é diário, diante de muita pressão sobre a democracia, baseada na defesa de retrocessos sociais e políticos. A FBP é uma frente em construção que tem como principal desafio desenvolver um processo de luta e resistência e ao mesmo tempo lutar por mais avanços e conquistas sociais, especialmente pela realização das importantes reformas que estão a muito tempo em pauta no país e que dependem de muita mobilização popular”, explicou Viário.

Neodicléia de Oliveira, do MAB
Neudicléia de Oliveira, do MAB, falou sobre a importância da defesa da soberania nacional sobre suas riquezas naturais e da defesa da Petrobras. “A FBP também está ai para defender a soberania do país nesta conjuntura de ataques políticos e econômicos sobre os interesses e as reservas brasileiras”, argumentou. Ela lembrou que o fundo social originário de recursos nacionais adquiridos com o pré-sal, são destinados para educação e saúde e consequentemente, na melhoria de condições sociais do povo brasileiro. “Há projetos de lei tramitando no congresso que querem atingir a empresa e entregar as nossas riquezas para serem exploradas por empresas estrangeiras e isso consequentemente vai retirar direitos dos trabalhadores e do povo”, concluiu.

Antônio: "Crise na educação é um projeto da elite do país".
Em sua fala, Antônio Lima do Cpers lembrou que no dia era comemorado o dia do servidor público. “Uma atividade de construção da FBP neste dia é um marco simbólico para todos nós que estamos lutando por mais avanços e contra tantos retrocessos que estão pelo caminho”. Instigando para um olhar do ponto de vista da educação, no qual o trabalhador da educação e o tema da educação dialogam com vários segmentos da sociedade, na medida em que eles se relacionam com país, alunos, lideranças comunitárias e políticas, ele defendeu uma ampla mobilização pela estruturação da Frente Brasil Popular e por suas bandeiras.

Falando sobre a educação, citou Darci Ribeiro quando ele defendia que a crise da educação não é uma crise, mas sim um projeto da elite brasileira que não quer avanços nesta área. “A FBP tem que fazer o enfrentamento deste projeto de retrocessos que quer retirar todas conquistas que tivemos e para isso precisamos nos organizar no maior número de cidades e buscar realizar atividades de formação que debatam os temas em pauta e proponham ações de enfrentamento”, concluiu.

Uma seria de atividades e ações estão previstas para os próximos dias, visando a ampliação da Frente Brasil Popular. No próximo dia 12 de novembro haverá uma atividade de formação na Igreja da Pompeia de preparação de educadores populares para o trabalho de base de conscientização e de dialogo com a sociedade. No dia 05 de dezembro haverá um seminário de estadual da Frente e no dia 11 de dezembro, a marcha dos sem incorpora a Frente Brasil Popular em uma grande marcha pela democracia, soberania e mais avanços.

Em Ijuí o Sinpro, o Cpers, os metalúrgicos e os comerciários formam a comissão organizadora das ações da Frente Brasil Popular. Uma nova plenária da FBP já está marcada para o próximo dia 18 de novembro, buscando organizar e mobilizar as entidades na região para os atos previstos para o mês de dezembro.

sábado, 25 de abril de 2015

PCdoB trabalha por uma ampla frente progressista em defesa da democracia

Vice-presidente estadual Adalberto Frasson fez relato resumo das teses
A plenária Ijuí da 10ª Conferência Nacional do PCdoB, realizada nesta sexta-feira 24, teve a presença de militantes de Ijuí e Ajuricaba e do Vereador do Partido em Nova Ramada, Gilmar Martins, que compôs a mesa com o Presidente do Partido em Ijuí, Junior Piaia, a Vereadora Rosane Simon e o Vice-presidente estadual Adalberto Frasson.

A plenária foi aberta por Piaia que explicou os objetivos da conferência nacional, convocada pelo PCdoB após as eleições em 2015 com a intenção de realizar um debate de conjuntura, especialmente com o avanço do campo político conservador no país. Imediatamente Piaia passou a palavra para Adalberto Frasson, que fez um relato resumo do Projeto de Resolução elaborado pelo Comitê Nacional, com o tema “Frente ampla em defesa do Brasil, do desenvolvimento e da democracia” e que contem as teses para a 10ª Conferência Nacional.

“Poucos partidos no Brasil, nos dias de hoje, fazem o debate político aberto com o povo, por isso quero saudar a todos os presentes que numa sexta-feira se dispuseram a este debate sobre a situação do país” disse Adalberto, saudando os presentes.

Adalberto falou da sucessão no comando do Partido. A Deputada Federal Luciana Santos (PE) assume a presidência, tornando-se a primeira mulher a presidir um partido no Brasil. “É uma questão fundamental, principalmente na política, porque apesar de serem maioria na sociedade, as mulheres não ocupam os espaços de comando com a mesma intensidade da sua participação na sociedade”.

Iniciando seu relato sobre as teses para a conferência, Adalberto Frasson configurou o atual quadro político como confuso e comparou o momento ao clima vivido por Getúlio Vargas, antes do seu suicídio. “A direita ainda não aceitou a derrota eleitoral e tenta interromper o 4º mandato do campo popular ou então impedir que se governe o país”, disse.

Ele lembrou que o país passou por mudanças importantes e que o pano de fundo do atual momento é a crise econômica do capitalismo mundial. “É verdade que o Brasil estava melhor no ano passado, mas o mundo inteiro ainda sente os reflexos decorrentes da crise em 2008, que atingiu os EUA em cheio e fez um estrago enorme nos países desenvolvidos, causando altas taxas de desemprego na Europa, por exemplo. Inicialmente o país passou pela crise sem grandes consequências, porque medidas econômicas e sociais foram tomadas pelo governo, medidas que tiraram 40 milhões de pessoas da pobreza e aqueceram a nossa economia. Mas a partir do ano passado esta crise atingiu com mais força os países em desenvolvimento, que já não tinham o mesmo fôlego para enfrentá-la”. Adalberto citou algumas situações que não foram tratadas pelos governos Lula e Dilma, como os problemas taxa de câmbio e de juros, que afetam diretamente o setor produtivo no país e a questão tributária desigual, que afeta as camadas populares.

Crise econômica agrava a crise política
“A crise na economia agrava a crise política, já que alimenta a insatisfação da população. As forças da oposição aproveitaram esse momento e intensificaram a sua agenda de retrocesso nas conquistas sociais e de retorno ao modelo econômico neoliberal”, explicou.

Adalberto defendeu que o governo precisa recompor com os partidos de sua base, especialmente com o PMDB, que em alguns momentos faz franca oposição ao governo, citando o exemplo do atual Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “Além disso, vivemos também uma crise institucional na qual o estado, o congresso e o judiciário interferem nos poderes um do outro. Os poderes da república não se entendem mais e cada um faz o que quer”, disse, exemplificando a questão com o caso da polícia federal do Paraná e das ações do Juiz Sérgio Moro, realizadas seletivamente a fim de atingir o PT.

“Casos de corrupção como o da Petrobras vem desde o governo Fernando Henrique e as instituições não investigam esse período anterior ao governo Lula. O real objetivo das investigações e da divulgação que estas investigações ganham da mídia monopolista não é acabar com a corrupção, é promover o golpe e atingir o campo progressista de esquerda”, lembrou.

Primeiramente defender a democracia
Para o PCdoB, a maneira de sair desta conjuntura é primeiramente defender a democracia neste contexto em que as forças conservadoras do país, apoiadas pelos interesses estrangeiros especialmente sobre nossas reservas de petróleo, tentam viabilizar o golpe. “Temos que defender o mandato legítimo da presidenta Dilma, conquistado na urna, e barrar o golpe. Para isso, o momento exige a construção de uma frente ampla, que reúna os setores progressistas e as pessoas que querem defender a democracia, defendendo em primeiro lugar o mandato da presidenta Dilma e a soberania do país sobre suas riquezas”.

Adalberto ressaltou a diferença entre o governo e o mandato da Presidenta. “Ao governo devemos continuar a fazer as críticas necessárias, como temos feito quando o governo erra, mas precisamos defender a Presidenta e o mandato legítimo e democraticamente conquistado”. Adalberto citou as medidas provisórias 664 e 665, que determinam entre outras questões novas regras para acesso a benefícios previdenciários como abono salarial, seguro desemprego e auxílio doença, contra as quais o PCdoB se mobiliza. Além disso, Adalberto Frasson lembrou que a aprovação da PL 4330 da terceirização, pelo Congresso Nacional, mostrou ao povo quem é quem e deu novo folego a luta social.

Luta contra a corrupção é uma luta de todos
Junior Piaia retomou a palavra e salientou que o PCdoB sempre foi contra e luta contra a corrupção porque ela, primeiramente, atinge o povo. “É o povo que sofre com o dinheiro que falta na saúde e na educação. Agora não podemos cair na ingenuidade de achar que a corrupção começou ontem é que tenha só uma parcela da classe política que é culpada de atos de corrupção. É preciso investigar, julgar e punir”.

Piaia e Adalberto defenderam que o momento é de ir para as ruas e de conversar com as pessoas. “Nós temos que sinalizar para a presidenta que estamos de acordo com as reformas e mostrar para ela que precisamos avançar com questões importantes como o fim do financiamento das campanhas políticas pelas empresas, que é a verdadeira causa da corrupção”, disse Piaia.

Em seguida a plenária foi aberta para intervenções que relembraram as conquistas dos governos Lula e Dilma e a necessidade de defendê-las, mostrando as diferenças entre os governos. As intervenções reforçaram a necessidade da luta na defesa da democracia e a luta dos trabalhadores, especialmente contra o PL 4330 e contra as MP's 664 e 665.

Finalizando a plenária, Adalberto Frasson reforçou os desafios expressos nas teses da conferência nacional, em especial a necessidade de se trabalhar por uma ampla frente de esquerda que garanta a legalidade, a democracia e o do mandato presidencial, na defesa do Brasil e da Petrobras, esclarecendo a população sobre o que está realmente em jogo, que é a volta do neoliberalismo.

Além disso, há o desafio de organizar o Partido para as eleições em 2016. “Não sabemos o que pode acontecer daqui para frente. Há o debate da reforma política que pode mudar as regras das eleições e há a disputa dos partidos conservadores que querem uma reforma com menos democracia”, disse.

Adalberto reforçou também a necessidade imediata de que o PCdoB assuma uma agenda de organização para o pleito em 2016. Em relação as eleições municipais em Ijuí, o Partido chega com força e algumas conversas são encaminhadas. Considerando as questões da conjuntura política que devem definir os rumos de uma possível candidatura de Junior Piaia a prefeito, Adalberto disse que apenas uma coisa é certa, lembrando o Deputado Federal Darcísio Perondi, que prega abertamente o golpe e que apoiou a candidatura do PCdoB na cidade, nas duas últimas eleições. “Não estará conosco quem não estiver do lado da defesa da democracia, dos trabalhadores e trabalhadoras e da soberania do pais”, concluiu.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Nenhum direito a menos, nenhum retrocesso

Resumo da Sessão Legislativa. 05 de janeiro de 2015.
Mandato do PCdoB, Vereadora Rosane Simon


Nesta sessão legislativa, os Vereadores Ricardo Adamy (PMDB) e César Busnello (PSB) foram a tribuna criticar o governo Dilma pela medida provisória que endurece as regras para o seguro desemprego. Os Vereadores trataram a medida como retirada de direitos dos trabalhadores e o Vereador Adamy chegou a citar a Vereadora Rosane Simon pela ausência de crítica do PCdoB e da Vereadora, que é sindicalista, contra a medida.

Fazendo referência a fala de ambos, Rosane Simon lembrou que no seu discurso de posse a Presidenta Dilma deixou bem claro a expressão que será um dos lemas do seu governo, “nenhum direito a menos, nenhum retrocesso”. Com relação a medida provisória e a análise dela pelos congressistas do PCdoB, a Vereadora reiterou que o Partido tem muito orgulho de fazer parte dos dois Governos de Lula e também dos dois mandatos de Dilma e que a participação no governo não implica em aceitar todas as medidas governistas. “Nossa bancada fará a análise desta medida provisória e faremos a crítica devida se assim entendermos por necessário. Mas é preciso dizer que estamos atentos e nos mobilizaremos como movimento social contra qualquer medida de arrocho e perda de direito, sem deixar de valorizar os avanços conquistados com as políticas de valorização do trabalho e de empregos criados pelos governos Lula e Dilma”, disse.

Rosane lembrou também que o país encontra-se em situação de pleno emprego em algumas regiões. “Não podemos fazer a análise deste ajuste em algumas regras apenas como retirada de direitos. O direito continua, mas com regras novas que tem a intenção de barrar as fraudes, que existem. O importante é que a postura do Governo Dilma, do qual repito, o PCdoB tem muito orgulho de fazer parte, continua sendo a de avançar rumo ao desenvolvimento econômico e social do país. Eu tenho a certeza que teremos muito ainda para comemorar”.

Rosane Simon conclamou aos partidos da base aliada e aos movimentos sociais a ação conjunta de pressionar o governo para que esta postura de trabalhar por mais avanços sociais e econômicos se concretize nas reformas que o país precisa. “Temos que pressionar para este lado, disputando espaços e barrando as intenções dos setores mais atrasados e conservadores presentes no congresso nacional, interessados na retirada de direitos trabalhistas e também sociais.

Suspensão de pagamentos pelo Governo Sartori pode afetar serviços básicos
Ainda referindo-se a postura dos próximos governantes, a Vereadora Rosane Simon expressou a sua preocupação com as primeiras medidas anunciados pelo atual governador do estado, José Ivo Sartori, do PMDB. “A suspensão de pagamentos é preocupante porque a máquina do estado não pode parar. Estamos preocupados e vamos acompanhar para ver como vão andar os serviços essenciais dos quais depende o cidadão gaúcho”, explicou.

Rosane Simon lembrou que a economia gaúcha no ano passado, teve um PIB superior ao nacional e que a atual política de suspensão de pagamentos gera um clima de desconfiança em relação a capacidade de crescimento da economia gaúcha no novo governo. “Muitos serviços prestados pelo estado são terceirizados e estes serviços têm que ser pagos para que tenham continuidade. O que nos preocupa também é a suspensão da convocação de novos bombeiros e brigadianos para o curso preparatório. Este é o principal indicativo de como uma área fundamental, como a da segurança, já está sendo afetada por esta medida do governador Sartori”.

A Vereadora disse ainda que a situação em que o atual governo coloca o estado parece o de uma calamidade pública, lembrando que os Governos Dilma e Tarso enfrentaram em seus governos uma intensa crise econômica do capitalismo no mundo sem, no entanto, deixar de investir e promover políticas sociais e de distribuição de renda. “Meu desejo e o desejo do meu Partido é que o novo governador faça um bom mandato. Mas a experiência nos mostra que só faremos isso com o estado sendo o indutor das políticas de investimento e não cortando serviços e fechando as torneiras daquilo que é mais básico e daqueles serviços necessários em todas as áreas de atuação do governo do estado”, concluiu.

Rosane Simon desejou ainda que o novo Presidente eleito e a nova mesa diretora do legislativo ijuiense tenham um bom mandato neste ano de 2015.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Servidores públicos municipais querem política clara de reajustes

Resumo da Sessão Legislativa. 14 de outubro de 2013.
Mandato do PCdoB, Vereadora Rosane Simon


A convite da Vereadora Rosane Simon e do Vereador Rubem Carlos Jagmin, ocupou a tribuna nesta sessão legislativa o Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ijuí, Luciano Agostini. “Atendemos ao pedido dos servidores e servidoras do município para estarem nesta casa uma vez que assumimos o compromisso de sermos interlocutores da negociação entre o executivo e o Sindicato da categoria. Que bom que estejam presentes para falar dos anseios dos servidores”

Luciano Agostini, Presidente do Sindicato
dos Servidores Públicos Municipais
Luciano Agostini afirmou que o quadro geral dos servidores do município é o mais injustiçado pelo atual modelo de reajustes. Agostini demonstrou através de dados oficiais esta afirmação, aproveitando para rebater críticas do Secretário de Administração Sérgio Pires. Além das questões salariais, o Presidente do Sindicato dos servidores públicos fez referencias ao privilégio que determinados servidores detêm por terem participado de campanha política. Segundo ele, alguns colegas se se recusam a trabalhar porque fizeram campanha e os demais tem que conviver com este tipo de situação. “Para agravar, ainda temos que conviver com reajustes diferenciados e com a falta de uma política clara de reajustes. Isto massacra a cabeça do trabalhador”, afirmou.

Agostini concluiu dizendo que o Sindicato tem dado exemplo “de participação” ao chamar constantemente os Vereadores e o Executivo para dialogar com o objetivo de buscar uma forma mais justa de sanar as disparidades existentes, mas que esse diálogo não ocorre a contento.

A Vereadora Rosane Simon acompanha a situação dos servidores municipais de perto e tem buscado  a interlocução entre a categoria, o legislativo e o executivo. Ela lembrou que desde o primeiro ano do seu primeiro mandato acompanha a evolução das mobilizações dos servidores por valorização salarial. “Por conta da seriedade e da força com que esta gestão que está a frente do Sindicato realiza a sua luta, a categoria está retomando as suas bandeiras. O reflexo disto é que tem conseguido algum percentual de aumento real, como aconteceu nesta última campanha”, disse Rosane.

A Vereadora recordou que em uma das mobilizações recentes o município, através de um documento assinado, assumiu o compromisso de encaminhar um estudo de todos os salários dos servidores para que dentro das possibilidades pudessem eliminar as diferenças existentes entre os quadros salariais. “Até agora não há nenhuma proposta neste sentido e gostaríamos todos de saber se o executivo desistiu dessa ideia ou se há alguma ação para resolver esta questão. Infelizmente, a cada ano, devido a falta de uma política clara, o executivo tenta apagar incêndio com propostas isoladas, que só pioram o quadro geral”.

Rosane disse ainda que a omissão do executivo faz com que a categoria tenha que ficar em alerta sempre e parabenizou a firmeza do Sindicato em defender a categoria. “Esta gestão tem foco na defesa da categoria. Por isso conquistou o aval dos servidores que estão também firmes em sua luta e nosso mandato está com vocês”, concluiu.

Ordem Auxiliadora da Senhoras Evangélicas recebeu homenagemParticiparam desta Sessão Legislativa a Presidente da Oase-Centro Luíza Porcher, a Pastora Ana Isa
dos Reis, a Senhora Lori Jandrey e o Presidente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana - IECLB, Oldemar Ketzer. O Poder Legislativo prestou homenagem pelo transcurso do
Centenário do grupo da Oase-Centro, pertencente à popularmente conhecida "Igreja do
Relógio".


“Não poderia deixar de homenagear este grupo citando a mãe da Pastora Ana”, disse a Vereadora Rosane Simon, dirigindo-se as convidadas. Lembrando também do trabalho solidário e voluntário exercido pela OASE, Rosane fez referência ao amor com que as Senhoras Evangélicas realizam o seu trabalho. “Há tantas pessoas que precisam dos gestos de solidariedade e também de carinho na nossa comunidade. Recentemente quando houve uma enchente forte em Santa Catarina, a Pastora Ana lembrava sempre dos que estavam passando por necessidades e ficava dividida entre seus familiares e o seu trabalho aqui. Esta mulher tão jovem e que tem uma capacidade e uma maturidade que envolve a todos simboliza a energia e a força deste grupo de mulheres, de todas as idades que se dedicam ao próximo. Esta é uma homenagem merecida ao trabalho desta equipe fantástica com quem tenho um convívio que alegra a alma”, disse a Vereadora.

Pequeno expediente
Ao ocupar o espaço do pequeno expediente, Rosane fez um relato da 17ª Conferencia Estadual do PCdoB no estado, citando a eleição da Deputada Federal Manuela D'avila como a primeira mulher Presidenta do Partido no Rio Grande do Sul. Rosane também falou do crescimento do PCdoB, demonstrado no ato de boas vindas realizado na conferência para novos militantes do Partido, entre eles o ex-goleiro do Grêmio Mazzaropi, o jornalista da RBS André Machado e a ex-senadora Emília Fernandes.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Manuela é eleita a primeira mulher presidente do PCdoB RS

Na manhã deste domingo (13), a deputada federal Manuela D’Ávila foi eleita presidente do PCdoB do Rio Grande do Sul para os próximos dois anos. A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados será a primeira mulher a presidir o partido no Estado. Além de eleger a nova direção, o partido aclamou a pré-candidatura de Emília Fernandes ao senado.

Novo diretório PCdoB RS

Manuela terá como vice Adalberto Frasson. A Conferência Estadual do PCdoB, contou com a participação de 700 delegados nas atividades realizadas durante o sábado e o domingo. Mais de 6 mil militantes participaram de reuniões, em pelo menos 200 municípios gaúchos, e ajudaram a preparar o encontro. Do PCdoB de Ijuí, Júnior Piaia, Rosane Simon e Ângelo Schiavo compõe a direção estadual do Partido.


Boas vindas
Um dos momentos importantes da Conferência foi quando comunistas gaúchos recepcionaram os novos filiados, entre eles o comunicador André Machado, o ex-deputado Osmar Severo e a ex-senadora Emília Fernandes. Com direito à declamação de poema de autoria da vereadora Jussara Cony e muito entusiasmo dos presentes, o ato de "boas vindas" foi carregado de emoção. André Machado e Emília Fernandes se pronunciaram em nome dos recém chegados. Ambos reafirmaram o compromisso em fortalecer a luta do PCdoB, somado-se à militância partidária nas tarefas do dia a dia. Na oportunidade, Emília Fernandes foi aclamada como pré-candidata ao senado pelo PCdoB. Já André Machado deverá concorrer a uma vaga na câmara federal.

Carrion: 50 anos de militância
Agenor Castoldi prestou sua homenagem ao
contemporâneo de lutas, Raul Carrion
A noite de sábado também reservou outro momento histórico para o partido no estado: foi a comemoração dos 50 anos de militância política e revolucionária do deputado estadual e presidente do PCdoB no RS, Raul Carrion.

Um jantar com a presença de mais de 600 pessoas no CTG 35, teve a presença do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e de diversas lideranças políticas e dos movimentos sociais. Agenor Castoldi, do PCdoB de Ijuí, contemporâneo de lutas de Raul Carrion, foi um dos que homenagearam a trajetória do Deputado.

Ato político
Um ato político grandioso e representativo na manhã deste domingo (13), serviu para encerrar a Conferência Estadual do PCdoB RS e marcar as atividades do 13º Congresso no estado.

Com a presença do Governador do Estado do RS, Tarso Genro, e de representantes de PT (presidente estadual, Raul Pont), PMDB (presidente estadual, Edson Brum), PP (presidente estadual, Celso Bernardi), PSB (representante do partido Mari Teixeira), PPL (representante do partido, Márcio Cabreira) e lideranças políticas do PCdoB no RS, como o deputado federal Assis Melo, o secretário do Meio Ambiente do RS, Neio Lúcio, a secretária do Turismo do RS, Abgail Pereira, os vereadores da capital, Jussara Cony e João Derly, o vice-prefeito de Passo Fundo, Juliano Roso, entre outras, o ato contou com explanação de Renato Rabelo acerca do momento que vive o país e o debate que o partido realiza no 13º Congresso.

Rabelo, ao se referir a duas lideranças representativas do partido no RS, Manuela e Emília, destacou a importância que o PCdoB confere a juventude e as mulheres, tornando-as protagonistas no debate e na luta política.

Governador do RS Tarso Genro
Na sua intervenção, o Governador do Estado, Tarso Genro, fez questão de enaltecer o papel desempenhado pelo PCdoB ao longo destes dez anos na construção dos governos Lula e Dilma, e no Estado do RS. O Governador do RS também fez questão de demonstrar seu apreço e proximidade com o pensamento político do PCdoB ao referir-se a Renato Rabelo como alguém com quem tem mantido, ao longo dos últimos tempos, diálogos permanentes sobre a política brasileira.

A Conferência do PCdoB RS foi nomeada "José Ouriques Freitas", em homenagem ao dirigente comunista gaúcho falecido no dia 2 de março deste ano. Foram eleitos 63 dirigentes para o Comitê Estadual e 40 delegados para a plenária final do 13º Congresso que ocorre nos dias 14, 15 e 16 de novembro em São Paulo.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ato político marca lançamento do 13º Congresso do PCdoB no RS

Neste sábado, 10 de agosto, às 10h, no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa, acontece o lançamento no Rio Grande do Sul do 13º Congresso do PCdoB. O evento contará com as presenças do presidente nacional da sigla, Renato Rabelo; do governador Tarso Genro; da líder do PCdoB na Câmara, deputada Manuela d'Ávila, do líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque, e outras lideranças partidárias do RS.

“O Congresso do PCdoB se propõe a debater os desafios e os caminhos para que o Brasil Avance mais. É o momento da mais ampla democracia partidária, na qual os militantes debatem desde a base todos os temas que definirão os rumos do partido para os próximos anos”, explica o presidente do PCdoB-Porto Alegre, Adalberto Frasson.

Ele acrescenta que o congresso abordará o balanço de uma década de governos democráticos e da esquerda no Brasil, um ciclo novo para o país iniciado em 2003, do qual o PCdoB faz parte. Além disso, também irá debater sobre a crise do capitalismo mundial e as manifestações de junho. "Para nós do PCdoB o Brasil deve seguir avançando e aprofundando as mudanças que iniciaram com Lula e Dilma. Neste sentido o partido defende um conjunto de reformas democráticas abrangentes, como as reformas política, tributária e urbana, a democratização da mídia e a destinação de mais investimentos para a saúde e a educação."

O evento, que contará com uma palestra do presidente nacional do partido apresentando as teses do Congresso, marcará o início dos debates na etapa estadual. A mobilização interna do partido no RS deve perdurar até outubro, e culminar com a Conferência Estadual que elegerá a nova direção do partido e os delegados à plenária final do Congresso, que será em São Paulo, entre os dias 13 e 16 de novembro.

Delegações de militantes de todo o estado se deslocam à capital para participar do evento, inclusive de Ijuí."Estaremos presentes para que possamos também atualizar o conjunto da nossa militância em Ijuí sobre as teses do Partido, preparando a nossa Conferência Municipal em 28 de setembro", explica o Presidente do PCdoB de Ijuí Ângelo Schiavo.