Com a presença do Deputado Federal Assis Melo, o PCdoB de Ijuí realizou uma plenária no último sábado, 18 de fevereiro, para mobilizar sua militância pela resistência contra as propostas do governo ilegítimo golpista, que retiram avanços e conquistas dos trabalhadores e do povo. Assis Melo expressou que já passou da hora de todos aderirem a luta contra as reformas da previdência e trabalhista e expressou preocupação com o momento, pois há ameaça à democracia.
“Nós temos a necessidade de compreender as forças políticas que deram o golpe e o momento político para a luta. Temos a necessidade de aprofundar a análise da experiência dos 10 anos de governo progressista e as limitações, dificuldades e erros que cometemos e sobretudo, não olhar somente os erros dos aliados, mas os nossos erros, para a correção da nossa estratégia”, defendeu.
O deputado sublinhou que o PCdoB tem um rumo que é o da construção do socialismo, mas o problema atual é o caminho, nesta conjuntura de ataques a democracia, a Constituição Federal e as conquistas históricas de muitas lutas, como a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT. “Nosso caminho, e o Partido tem isso bem claro, é um projeto de desenvolvimento para o país. Desenvolvimento da produção e do trabalho com investimentos soberanos. Lula e Dilma estavam neste caminho e o golpe mudou o governo e colocou para o país e para o povo uma agenda de retrocessos, sob ataque de interesses econômicos estrangeiros contra a indústria e as riquezas nacionais, com apoio do governo golpista. Ideias e grupos políticos que pensávamos estarem superados voltaram”.
Atuando no Congresso, Assis Melo referiu-se ao bloco chamado de Centrão, que atuava no congresso constituinte para barrar avanços no texto para dizer que há um novo centrão atuando, formado por forças que querem barrar avanços e impor retrocessos e garantiu, como trabalhador metalúrgico, com muitos anos de luta sindical, que o direito que se perde, é direito perdido e não é fácil reconquistá-lo. Para ele é preciso sairmos da apatia, achando que os retrocessos vão acontecer com “os outros” e que não nos atingirão.
“Não foi fácil chegar aqui e conquistar tudo o que conquistamos. Nós militantes do PCdoB e todo o povo temos que levantar nossas cabeças e reagir, neste momento, resistindo e lutando para não perder. Um governo, ainda mais um governo ilegítimo e golpista, não vai impor retrocessos conosco assistindo, de braços cruzados. Nosso Partido tem que se mobilizar e mobilizar o povo. Nós precisamos chamar o povo porque somos poucos ainda no movimento de resistência, de uma ampla frente de resistência, que carrega a convicção que o Brasil tem jeito e o Brasil que tem jeito é o Brasil que trabalha, que produz no dia a dia com a força do trabalho”, concluiu.
Em agenda na região desde a sexta-feira (17), o Deputado Federal Assis Melo visitou veículos de comunicação, esteve na abertura do ano letivo promovido pela APMI - Associação dos Professores Municipais de Ijuí onde falou sobre a luta no congresso e do povo contra as reformas da previdência e trabalhista. Reuniu-se ainda com lideranças da CTB em Ijuí, foi a Santa Rosa, Santo Ângelo e Nova Ramada, participou da plenária do Partido em Ijuí e no domingo, foi a festa da uva na Colônia Santo Antonio, encerrando sua agenda na região.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Partido define apoio a chapa petista em Ijui
Em convenção eleitoral realizada na noite desta quarta-feira (03), o PCdoB de Ijui definiu seu posicionamento nas eleições majoritárias deste ano, e uma chapa de 9 pré-candidatos ao legislativo. A reunião foi aberta pela Vereadora Rosane Simon, atual presidenta. Rosane saudou a militância presente a conferência e informou que se licenciava do comando da legenda, em função de sua pré-candidatura ao legislativo. A presidência foi assumida pelo vice-presidente Ângelo Schiavo, que coordenou o processo.
A Executiva do Partido emitiu uma nota referente as negociações realizadas pela direção para as eleições deste ano.
Ângelo fez um informe sobre as negociações que o Partido realizou para a composição de uma chapa majoritária. Ele defendeu que, apesar de 6 partidos afirmarem estar na oposição no início da negociações, o PCdoB foi um dos dois partidos que mantiveram a posição, dando ao eleitor uma alternativa ao continuísmo trabalhista na cidade.
"Tivemos sempre a mesma posição desde o início das negociações. Posição que é pela formação de um bloco forte de oposição, com força política e eleitoral, para vencer as eleições e para fazer um governo de superação deste período de 30 anos que demonstra cansaço, que está travado no tempo e que não dá alternativas atuais para problemas antigos".
A direção do PCdoB em Ijuí afirma que em nenhum momento se omitiu do processo, inclusive apresentando a pré-candidatura a prefeito de Junior Piaia aos partidos. Em meio ao cenário político estadual e nacional, houve restrições à uma candidatura do PCdoB que representasse um grupo mais amplo ideologicamente nesta eleição. Na intenção de ajudar na composição de uma chapa forte de oposição, o Partido retirou a candidatura de Piaia e abriu espaço para que outros partidos compusessem a majoritária.
"Infelizmente não houve de algumas lideranças o protagonismo que o eleitor esperava e que pudesse ter produzido uma chapa em um campo amplo ideologicamente e que representasse uma alternativa ao partido de situação. Tratamos o processo com muita responsabilidade e assumimos o protagonismo na liderança de um processo que resultasse em uma alternativa para o eleitor de Ijui. Há um anseio na sociedade por um projeto que aponte caminhos para a economia local e regional e que seja equilibrada e equânime na prestação de serviços ao cidadão", afirmou Piaia.
Para o PCdoB, muitos partidos demonstraram não ter projeto para o município, optando pelo caminho do simples apoio em troca de cargos e secretarias. O desfecho que estes partidos deram ao processo é motivo de revolta em grande parte da população e do eleitorado.
Encaminhando a convenção, a direção do PCdoB apresentou aos conferencistas uma chapa de 9 pré-candidatos ao legislativo e a proposta de concorrer sem coligações nas eleições proporcionais. Em relação à eleição majoritária, a proposta apresentada foi de apoio à chapa de oposição encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores, que terá como candidato o atual vice-prefeito, Ubirajara Machado Teixeira, o Bira.
A chapa de pré-candidatos ao legislativo e a chapa pura a proporcional foi aprovada sem restrições. Houve um intenso debate em relação ao apoio do partido a chapa petista que concorre a majoritária, em virtude do histórico eleitoral no município, especialmente das duas últimas eleições, em que o Partido dos Trabalhadores esteve na situação. Chegou-se a cogitar a opção do partido concorrer apenas a chapa proporcional, o que foi descartado no debate. Apesar de algumas restrições, a convenção definiu por consenso o apoio a chapa petista.
"O PCdoB nao é um Partido para as eleições. Somos um Partido atuante e que tem responsabilidade com o eleitor. Nosso compromisso nesta eleição foi o de construir uma alternativa eleitoral e programática, de superação do estágio de estagnação política, administrativa, social e econômica que se calcifica na cidade. Entramos unidos nesta eleição, com um projeto alternativo para apresentar ao eleitor ijuiense e com uma chapa de pré-candidatos ao legislativo expressiva e representativa que representará muito bem este projeto", concluiu Ângelo Schiavo.
A Executiva do Partido emitiu uma nota referente as negociações realizadas pela direção para as eleições deste ano.
| Vereadora Rosane Simon passou a presidência ao seu vice, Ângelo Schiavo |
"Tivemos sempre a mesma posição desde o início das negociações. Posição que é pela formação de um bloco forte de oposição, com força política e eleitoral, para vencer as eleições e para fazer um governo de superação deste período de 30 anos que demonstra cansaço, que está travado no tempo e que não dá alternativas atuais para problemas antigos".
A direção do PCdoB em Ijuí afirma que em nenhum momento se omitiu do processo, inclusive apresentando a pré-candidatura a prefeito de Junior Piaia aos partidos. Em meio ao cenário político estadual e nacional, houve restrições à uma candidatura do PCdoB que representasse um grupo mais amplo ideologicamente nesta eleição. Na intenção de ajudar na composição de uma chapa forte de oposição, o Partido retirou a candidatura de Piaia e abriu espaço para que outros partidos compusessem a majoritária.
"Infelizmente não houve de algumas lideranças o protagonismo que o eleitor esperava e que pudesse ter produzido uma chapa em um campo amplo ideologicamente e que representasse uma alternativa ao partido de situação. Tratamos o processo com muita responsabilidade e assumimos o protagonismo na liderança de um processo que resultasse em uma alternativa para o eleitor de Ijui. Há um anseio na sociedade por um projeto que aponte caminhos para a economia local e regional e que seja equilibrada e equânime na prestação de serviços ao cidadão", afirmou Piaia.
Para o PCdoB, muitos partidos demonstraram não ter projeto para o município, optando pelo caminho do simples apoio em troca de cargos e secretarias. O desfecho que estes partidos deram ao processo é motivo de revolta em grande parte da população e do eleitorado.
Encaminhando a convenção, a direção do PCdoB apresentou aos conferencistas uma chapa de 9 pré-candidatos ao legislativo e a proposta de concorrer sem coligações nas eleições proporcionais. Em relação à eleição majoritária, a proposta apresentada foi de apoio à chapa de oposição encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores, que terá como candidato o atual vice-prefeito, Ubirajara Machado Teixeira, o Bira.
A chapa de pré-candidatos ao legislativo e a chapa pura a proporcional foi aprovada sem restrições. Houve um intenso debate em relação ao apoio do partido a chapa petista que concorre a majoritária, em virtude do histórico eleitoral no município, especialmente das duas últimas eleições, em que o Partido dos Trabalhadores esteve na situação. Chegou-se a cogitar a opção do partido concorrer apenas a chapa proporcional, o que foi descartado no debate. Apesar de algumas restrições, a convenção definiu por consenso o apoio a chapa petista.
| Conferência Eleitoral foi coordenado por Ângelo Schiavo. |
Nota da Excutiva Municipal sobre as Eleições 2016
Um projeto para Ijuí
Em 2004, 2008 e 2012, o PCdoB protagonizou, com a candidatura de Junior Piaia, a disputa para a Prefeitura de Ijuí. Foram candidaturas que apresentaram uma alternativa ao projeto do PDT de se perpetuar na administração da cidade. Em cada eleição, apesar do sucessivo aumento na votação, não logramos vencer, ainda que mantivéssemos vivo o nosso projeto alternativo.
Em 2016, novamente entramos no debate eleitoral reafirmando este projeto ao eleitor. Apresentamos a pré-candidatura de Junior Piaia à prefeitura e realizamos contato com todas as siglas partidárias, em busca de construir uma alternativa com força política e viabilidade de vitória eleitoral.
Mantivemos contato inclusive com o PDT, buscando construir um projeto novo, mais amplo e progressista ao que o trabalhismo apresenta nestes 30 anos no poder. Imediatamente verificamos no PDT a ausência de um projeto alternativo ao modelo estagnado que apresentam para a cidade e percebemos que os contatos com os demais partidos, realizados pelos trabalhistas, eram mera estratégia em busca de desestruturar a formação de uma chapa de oposição e facilitar a disputa eleitoral, viabilizando outra vitória do trabalhismo. O PDT continua sem projeto para a cidade de Ijuí.
No campo de oposição, ideologicamente diverso, o cenário político no país e no estado influiu negativamente sobre uma nova candidatura do PCdoB a prefeitura, em um bloco amplo de partidos. Não nos omitimos. Buscando um entendimento, retiramos a pré-candidatura de Piaia e assumimos o compromisso de apoio a uma nova composição de pré-candidatos. Temos a convicção de que Piaia ainda é o candidato com maior viabilidade eleitoral na oposição e defendemos sua pré-candidatura. Temos compromisso com a cidade e com um projeto capaz de recolocar a cidade no caminho da plena democracia e do desenvolvimento econômico e social. Para este projeto ser vitorioso, julgamos que era necessário uma chapa coesa de apoio ao nome de Junior Piaia neste campo mais amplo. Esta chapa deveria representar amplos setores da sociedade ijuiense e determinar força eleitoral ao bloco.
O que esteve ao nosso alcance para formalizar esta alternativa, nós realizamos. Além de retirar a pré-candidatura de Junior Piaia, para possibilitar uma grande aliança de oposição, colocamos os nomes da vereadora Rosane Simon e do médico Ricardo Pittas para comporem uma provável chapa desse campo à majoritária. No entanto, esta aliança não avançou. Em grande parte, a falta de entendimento se deve ao fato de que partidos que alegaram estar na oposição, sempre abrigaram setores internos que desejavam uma coligação com o PDT, em troca de secretarias e cargos. Além disso, algumas lideranças que anunciavam protagonismo, no momento em que a oportunidade de concorrer a prefeitura lhes foi colocada, recuaram. Alguns dos partidos que se diziam de oposição também não tem projeto para Ijuí.
Dado este cenário e após muito debate, o PCdoB de Ijuí encaminhou em convenção o apoio a candidatura do Vice-prefeito, Ubirajara Machado Teixeira (PT) nestas eleições. Não foi uma decisão fácil, devido ao histórico eleitoral recente, em que o PT compôs o campo da situação no município. Mas também não é uma decisão incoerente, com o histórico do PCdoB em Ijuí, que sempre defendeu um projeto alternativo ao continuísmo trabalhista. Temos a convicção de que estamos apresentando ao eleitor um projeto programático, de alternativa administrativa e que tem como base a coerência ideológica e política que sempre norteou nossas decisões.
Somos o Partido com a cara e a coragem desse novo Brasil que surgiu na última década. Nosso projeto para a cidade segue em construção, coerente, coeso e representado por uma chapa de pré-candidatos ao legislativo forte, que dará continuidade a nossa caminhada. Nosso objetivo é fortalecer nossa presença na Câmara, construindo alternativas futuras para a superação de problemas da atualidade ao passo em que apoiamos uma candidatura viável, programática e com capacidade para recuperar o caminho da eficiência administrativa na cidade.
Temos um projeto para Ijuí!
Em 2004, 2008 e 2012, o PCdoB protagonizou, com a candidatura de Junior Piaia, a disputa para a Prefeitura de Ijuí. Foram candidaturas que apresentaram uma alternativa ao projeto do PDT de se perpetuar na administração da cidade. Em cada eleição, apesar do sucessivo aumento na votação, não logramos vencer, ainda que mantivéssemos vivo o nosso projeto alternativo.
Em 2016, novamente entramos no debate eleitoral reafirmando este projeto ao eleitor. Apresentamos a pré-candidatura de Junior Piaia à prefeitura e realizamos contato com todas as siglas partidárias, em busca de construir uma alternativa com força política e viabilidade de vitória eleitoral.
Mantivemos contato inclusive com o PDT, buscando construir um projeto novo, mais amplo e progressista ao que o trabalhismo apresenta nestes 30 anos no poder. Imediatamente verificamos no PDT a ausência de um projeto alternativo ao modelo estagnado que apresentam para a cidade e percebemos que os contatos com os demais partidos, realizados pelos trabalhistas, eram mera estratégia em busca de desestruturar a formação de uma chapa de oposição e facilitar a disputa eleitoral, viabilizando outra vitória do trabalhismo. O PDT continua sem projeto para a cidade de Ijuí.
No campo de oposição, ideologicamente diverso, o cenário político no país e no estado influiu negativamente sobre uma nova candidatura do PCdoB a prefeitura, em um bloco amplo de partidos. Não nos omitimos. Buscando um entendimento, retiramos a pré-candidatura de Piaia e assumimos o compromisso de apoio a uma nova composição de pré-candidatos. Temos a convicção de que Piaia ainda é o candidato com maior viabilidade eleitoral na oposição e defendemos sua pré-candidatura. Temos compromisso com a cidade e com um projeto capaz de recolocar a cidade no caminho da plena democracia e do desenvolvimento econômico e social. Para este projeto ser vitorioso, julgamos que era necessário uma chapa coesa de apoio ao nome de Junior Piaia neste campo mais amplo. Esta chapa deveria representar amplos setores da sociedade ijuiense e determinar força eleitoral ao bloco.
O que esteve ao nosso alcance para formalizar esta alternativa, nós realizamos. Além de retirar a pré-candidatura de Junior Piaia, para possibilitar uma grande aliança de oposição, colocamos os nomes da vereadora Rosane Simon e do médico Ricardo Pittas para comporem uma provável chapa desse campo à majoritária. No entanto, esta aliança não avançou. Em grande parte, a falta de entendimento se deve ao fato de que partidos que alegaram estar na oposição, sempre abrigaram setores internos que desejavam uma coligação com o PDT, em troca de secretarias e cargos. Além disso, algumas lideranças que anunciavam protagonismo, no momento em que a oportunidade de concorrer a prefeitura lhes foi colocada, recuaram. Alguns dos partidos que se diziam de oposição também não tem projeto para Ijuí.
Dado este cenário e após muito debate, o PCdoB de Ijuí encaminhou em convenção o apoio a candidatura do Vice-prefeito, Ubirajara Machado Teixeira (PT) nestas eleições. Não foi uma decisão fácil, devido ao histórico eleitoral recente, em que o PT compôs o campo da situação no município. Mas também não é uma decisão incoerente, com o histórico do PCdoB em Ijuí, que sempre defendeu um projeto alternativo ao continuísmo trabalhista. Temos a convicção de que estamos apresentando ao eleitor um projeto programático, de alternativa administrativa e que tem como base a coerência ideológica e política que sempre norteou nossas decisões.
Somos o Partido com a cara e a coragem desse novo Brasil que surgiu na última década. Nosso projeto para a cidade segue em construção, coerente, coeso e representado por uma chapa de pré-candidatos ao legislativo forte, que dará continuidade a nossa caminhada. Nosso objetivo é fortalecer nossa presença na Câmara, construindo alternativas futuras para a superação de problemas da atualidade ao passo em que apoiamos uma candidatura viável, programática e com capacidade para recuperar o caminho da eficiência administrativa na cidade.
Temos um projeto para Ijuí!
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Deputada Manuela D'avila debate PL 44 nesta sexta em Ijuí
As parcerias, segundo o projeto, poderiam ser realizadas em oito áreas (duas a mais do que o previsto na legislação federal): Ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, ação social, gestão, proteção e preservação do meio ambiente, esporte, saúde e cultura.
![]() |
| Manuela defende que o PL 44 é inconstitucional |
O debate, aberto ao público, acontece nesta sexta-feira (10), a partir das 14 horas no Plenário da Câmara de Vereadores de Ijuí.
domingo, 22 de maio de 2016
Eleições municipais: prioridade é um novo projeto para Cidade
O PCdoB de Ijuí realizou reunião ordinária do seu Comitê na tarde deste sábado (21), em que tratou da conjuntura nacional, especialmente em relação ao golpe político pela saída da Presidenta Dilma Rousseff e também debateu a atuação do Partido nas eleições municipais deste ano. Coordenada pela Presidenta do Partido, Vereadora Rosane Simon, o encontro iniciou com o relato da situação adversa e grave, especialmente para o povo e para a democracia, pela qual passa o país.
Rosane Simon, que esteve em Brasília participando da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, presenciou o ambiente na capital federal no dia da votação no Senado, que definiu o afastamento de Dilma por 180 dias. “Dilma abriu o encontro de mulheres e fez uma fala consciente dos erros e acertos do seu governo, mas se mostrou firme e com disposição para combater o golpe. Nosso Partido tem um histórico de luta e de conquistas para o povo e está nessa luta ao lado da Presidenta Dilma”, afirmou Rosane. Para a Vereadora, o governo interino golpista mostrou a que veio em apenas uma semana, desmontando ministérios importantes que tinham clara função social e reprimindo com violência os movimentos de resistência do povo.
Junior Piaia, pré-candidato do Partido a prefeito de Ijuí, contextualizou o cenário político em que o golpe está dado, ressaltando que a mídia, a oposição e setores do judiciário promoveram o golpe, financiados por interesses externos que tem como objetivo aplicar um projeto neoliberal a partir dos interesses do capital rentista internacional. “É um projeto antipopular e por isso os atos de violência da polícia. Um projeto antipopular só se implementa com violência e truculência contra o povo. Nosso papel neste momento é intensificar a resistência e a unidade dos movimentos progressistas e populares contra o golpe e pela saída deste governo ilegitimo”, afirmou.
Partido apresenta 3 nomes para disputar prefeitura de Ijuí
Piaia também contextualizou a política no município com o cenário político nacional, lembrando que desde março deste ano, quando a situação nacional conturbou-se, o debate local foi congelado e houve certa dificuldade de contatos e movimentos em direção a outras siglas para a eleição municipal, devido as diferentes posições dos Partidos em relação ao cenário geral. Para o PCdoB, este cenário modificou-se muito em relação a pré candidatura de Piaia a prefeitura, lançada anteriormente a este período de turbulência na política nacional, quando a intenção do Partido era de novamente viabilizar uma coligação com possibilidade de disputar a prefeitura em torno de seu nome.
“Nosso histórico é de oposição ao projeto que governa a cidade a quase 30 anos. Mas para termos uma candidatura com capacidade de disputa nestas eleições, o leque de forças da oposição tem que estar unido em torno de um projeto que não é de direita ou esquerda, mas um projeto novo e alternativo ao continuísmo daquilo que todos conhecemos e que quase nada de novo apresentou para a cidade de Ijuí nos últimos anos”, argumentou Piaia.
Para o PCdoB, o debate no município não pode ser minimizado por um embate entre “direita” e “esquerda”, ainda que pesem as posições dos diferentes Partidos na política nacional, mas deve priorizar uma estratégia de modernização da administração no município. Segundo o Partido, é latente a vontade da população por um governo mais avançado e democrático em relação a um projeto desgastado e que não traz novidade para o cenário político local. Ainda segundo o PCdoB, nos últimos anos a administração trabalhista demonstram uma visão totalitária e não dialética com a sociedade e com as forças produtivas do município.
No sentido de abrir novas possibilidades e alternativas de composição para estas eleições, considerando um entendimento entre as forças políticas, o PCdoB resolveu nesta reunião, ampliar o debate de nomes para compor uma chapa majoritária. Além da pré-candidatura a prefeito de Junior Piaia, os nomes de Rosane Simon e do médico Ricardo Pittas são cogitados pelo Partido.
“Nunca estivemos e não estaremos omissos na disputa a majoritária. Mantemos nossa coerência política e ideológica com as forças progressistas e democráticas, mas também manteremos nosso compromisso com o povo de Ijuí, de um novo projeto administrativo que dê as respostas que a sociedade ijuiense demanda já há muito tempo. Achar que tanto faz, não é o papel histórico do nosso Partido”, concluiu Piaia.
O PCdoB mantêm a disponibilidade de entendimento com todos os partidos no sentido de viabilizar um novo projeto administrativo para a cidade e não descarta, em última instância e diante do cenário político, a possibilidade de uma candidatura própria para a majoritária.
Rosane Simon, que esteve em Brasília participando da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, presenciou o ambiente na capital federal no dia da votação no Senado, que definiu o afastamento de Dilma por 180 dias. “Dilma abriu o encontro de mulheres e fez uma fala consciente dos erros e acertos do seu governo, mas se mostrou firme e com disposição para combater o golpe. Nosso Partido tem um histórico de luta e de conquistas para o povo e está nessa luta ao lado da Presidenta Dilma”, afirmou Rosane. Para a Vereadora, o governo interino golpista mostrou a que veio em apenas uma semana, desmontando ministérios importantes que tinham clara função social e reprimindo com violência os movimentos de resistência do povo.
Junior Piaia, pré-candidato do Partido a prefeito de Ijuí, contextualizou o cenário político em que o golpe está dado, ressaltando que a mídia, a oposição e setores do judiciário promoveram o golpe, financiados por interesses externos que tem como objetivo aplicar um projeto neoliberal a partir dos interesses do capital rentista internacional. “É um projeto antipopular e por isso os atos de violência da polícia. Um projeto antipopular só se implementa com violência e truculência contra o povo. Nosso papel neste momento é intensificar a resistência e a unidade dos movimentos progressistas e populares contra o golpe e pela saída deste governo ilegitimo”, afirmou.
Partido apresenta 3 nomes para disputar prefeitura de Ijuí
Piaia também contextualizou a política no município com o cenário político nacional, lembrando que desde março deste ano, quando a situação nacional conturbou-se, o debate local foi congelado e houve certa dificuldade de contatos e movimentos em direção a outras siglas para a eleição municipal, devido as diferentes posições dos Partidos em relação ao cenário geral. Para o PCdoB, este cenário modificou-se muito em relação a pré candidatura de Piaia a prefeitura, lançada anteriormente a este período de turbulência na política nacional, quando a intenção do Partido era de novamente viabilizar uma coligação com possibilidade de disputar a prefeitura em torno de seu nome.
“Nosso histórico é de oposição ao projeto que governa a cidade a quase 30 anos. Mas para termos uma candidatura com capacidade de disputa nestas eleições, o leque de forças da oposição tem que estar unido em torno de um projeto que não é de direita ou esquerda, mas um projeto novo e alternativo ao continuísmo daquilo que todos conhecemos e que quase nada de novo apresentou para a cidade de Ijuí nos últimos anos”, argumentou Piaia.
Para o PCdoB, o debate no município não pode ser minimizado por um embate entre “direita” e “esquerda”, ainda que pesem as posições dos diferentes Partidos na política nacional, mas deve priorizar uma estratégia de modernização da administração no município. Segundo o Partido, é latente a vontade da população por um governo mais avançado e democrático em relação a um projeto desgastado e que não traz novidade para o cenário político local. Ainda segundo o PCdoB, nos últimos anos a administração trabalhista demonstram uma visão totalitária e não dialética com a sociedade e com as forças produtivas do município.
No sentido de abrir novas possibilidades e alternativas de composição para estas eleições, considerando um entendimento entre as forças políticas, o PCdoB resolveu nesta reunião, ampliar o debate de nomes para compor uma chapa majoritária. Além da pré-candidatura a prefeito de Junior Piaia, os nomes de Rosane Simon e do médico Ricardo Pittas são cogitados pelo Partido.
![]() |
| Ricardo Pittas, Rosane Simon e Junior Piaia |
O PCdoB mantêm a disponibilidade de entendimento com todos os partidos no sentido de viabilizar um novo projeto administrativo para a cidade e não descarta, em última instância e diante do cenário político, a possibilidade de uma candidatura própria para a majoritária.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Usina para queima de lixo em Panambi gera mobilização dos catadores
![]() |
| Rosane, Douglas, Nildo, Adriano e Luiz Viriato |
O projeto foi debatido na reunião das comissões do legislativo na última sexta-feira (13), em que estiveram presentes representantes do Consema, do Fórum da Agenda 21 de Ijuí e da Aipan (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural). A Agenda 21 de Ijuí e a Aipan entregaram ofício aos Vereadores solicitando que a proposta seja reprovada. O movimento ambiental apresentou uma série de argumentos que expõem inviabilidade econômica, social e ambiental deste tipo de processo. Entre os principais argumentos estão a falta de segurança em relação aos resíduos que podem gerar diversos tipos de toxinas e metais pesados no meio ambiente. Especialmente, o processo inverte a lógica dos R's (reduzir, reutilizar e reciclar) levando inclusive rejeitos secos para a queima, material que na separação correta de rejeitos, é destinado para as associações de catadores. O processo de queima de rejeitos é contrário a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, determinada pela Lei Federal nº 12.305/2010.
“Defendemos a inclusão produtiva dos catadores e para isso lutamos por políticas públicas inclusivas e que considerem este componente social no tratamento de resíduos”, argumentou Douglas Filgueiras. Para ele, as plantas de queima de resíduos, além dos riscos ambientais, excluem os catadores do processo e isso tem um forte impacto social.
Os representantes das associações questionaram sobre a ausência de um plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos - PMGIRS no município e cobraram que o legislativo entre nesse debate. Rosane Simon garantiu que levará o tema ao plenário e buscará articulação neste sentido. O PMGIRS tem a função de diagnosticar o contexto da geração de resíduos no município, definindo diretrizes, estratégias e metas que nortearão as ações.
“A destinação de resíduos é um problema que grande parte dos municípios de todo o país enfrentam. O tema envolve uma série de componentes que não podem ser ignorados por quem legisla ou governa. Acho que o debate deva ser mais aprofundado e acho que temas como a adesão do município ao consórcio que emprega um processo com tantos questionamentos e dúvidas deva ser resultado de um debate maior, amplo, e que tenha como resultado um plano municipal de gestão”, defendeu a Vereadora.
A Câmara de Vereadores de Ijuí chamará uma audiência pública para debater a inserção do município no consórcio intermunicipal da usina para queima de rejeitos. O movimento ambiental e dos catadores se articula na região para garantir que o município de Ijuí implemente ações coerentes com a PNRS. “Eu acompanho e participo deste debate desde o primeiro ano do meu primeiro mandato e sempre defendemos ações que priorizem o que está indicado no PNRS. O caminho é avançarmos no PMGIRS e em cima deste diagnóstico, balizarmos as ações no município”, concluiu Rosane Simon.
segunda-feira, 21 de março de 2016
A saída não é o golpe
Quem é a favor da corrupção? Parece uma resposta óbvia, porém cuidado! Muitos por aí andam se dizendo contra a corrupção, mas na verdade são contra apenas a corrupção dos outros.
O “combate à corrupção” foi a principal bandeira em 1954, contra Getúlio Vargas, e em 1964, contra João Goulart. Chamaram-lhes de “os mais corruptos da história”, passaram por cima deles, e depois a história mostrou que quem estava errado era o povo do pseudo-combate à corrupção.
E a conclusão do erro não é difícil, vez que basta perceber que quando os baluartes da moral e mais ferrenhos defensores da honestidade política alcançaram o poder, especialmente quando do golpe de 1964, afundaram o Brasil num mar de corrupção sem fim. Mais ai de quem ousasse apontar toda aquela sujeira, que, ao fim, com muito trabalho, conseguiu ser abafada.
Infelizmente a cultura da política corrupta não se perdeu com a redemocratização. Por inúmeros interesses, todos mesquinhos, os governantes que se seguiram não tiveram interesse em combater enfaticamente a corruptela que corroía as Instituições e o próprio Estado.
Contudo, só até chegar Lula, até chegar Dilma. E foi nesses governos onde a corrupção, de fato, passou a ser combatida. Nunca se investigou tanto! O “Engavetador-Geral” ficou para trás. A Polícia Federal deixou para trás sua atuação insignificante e submissa aos desmandos presidenciais, para virar ferramenta forte de enfrentamento das irregularidades que há muito acometiam o país. As Leis de enfrentamento à corrupção se aperfeiçoaram, juntamente com os órgãos de fiscalização e controle, que seguiram na mesma linha.
Veja-se que já em 2003 se aprovou a Lei nº. 10.683/2003, que criou a Controladoria Geral da União (CGU). Em 2004, foi criado o Portal da Transparência. Em 2005, foi regulamentado o pregão eletrônico. Em 2008 foi criado o Cadastro de Empresas Inidôneas (CEIS). Em 2012 foi aprovada a Lei de Acesso à Informação. Em 2013 é aprovada a Lei nº. 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção.
Não bastasse isso, a partir de 2003 se iniciou um processo de ampliação e aperfeiçoamento do quadro funcional de instituições como a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
Tudo isso, portanto, convergiu para um aumento da capacidade investigativa e de controle da gestão e dos recursos públicos. Consequentemente, investigando-se mais, a lógica indica que mais casos de corrupção começaram a ser descobertos, inclusive dentro do partido do próprio Governo Federal, o que de certa forma pode ser considerado positivo, porque até então era inimaginável que se conseguisse espaço para investigar o partido do poder. Vale lembrar que quando se tentou investigar a corrupção do PSDB na era FHC todos os inquéritos acabaram arquivados por ordem do próprio Presidente, que nessa época detinha amplo poder para tanto.
O melhor desse processo de aperfeiçoamento do verdadeiro combate à corrupção é que ele somente foi possível dentro da normalidade democrática, dando-se um passo de cada vez, sem fugir da legalidade. Aliás, se assim não fosse, jamais poderíamos falar que enfim haveria Justiça.
Entretanto, em pleno 2016, tudo isso, todos esses avanços parecem que tendem a ruir, pois determinados grupos e nomes de poder ficaram nitidamente incomodados. Como consequência, passaram a agir para deter esses avanços. Mas agir de que forma? Bom, Eduardo Cunha, indignado com a demissão de seus comparsas em Furnas, em retaliação, acatou pedido de impeachment contra Dilma. PSDB e DEM, de cujos membros se descobriu envolvimento em lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, desvios de recursos públicos, dentre outros, passaram a articular o levante do Legislativo contra a chefe do Executivo federal. O PP, herdeiro da Arena, partido de sustentação da Ditadura, viu a oportunidade de retomar seu antigo enfrentamento aos “comunistas”, além de, é claro, mobilizar-se para ver abafado o envolvimento de boa parte de sua bancada em desvios de recursos públicos. A mídia, da qual se descobriu bilhões em sonegação de impostos, passou a fazer forte campanha contra o Governo Federal.
Infelizmente, muitos daqueles que deveriam ter o esclarecimento e o discernimento necessário para ir contra essa onda, acabaram cedendo, sabe-se lá por que tipo de interesse. A única certeza que se tem é que a bandeira do enfrentamento à corrupção acabou servindo apenas para a aparência, como em 1954 e 1964. Juízes, promotores de justiça e membros da Polícia Federal, por exemplo, passaram a atuar sem a mínima imparcialidade que a Lei manda. Vejamos Moro, que participa abertamente de campanhas do PSDB e apela habitualmente para ilegalidades e inconstitucionalidades, encontrando-se atualmente inclusive sob o risco de ser preso por isso; vejamos Catta Preta, que utiliza sua página do Facebook para pregar contra Dilma e contra o PT diuturnamente, mas que mais tarde ainda se considera apto para conduzir processos que afetam diretamente o Governo Federal; vejamos os promotores que pediram a prisão de Lula (sem provas, diga-se de passagem), que defendem abertamente, inclusive em atos públicos, a derrubada da Presidenta Dilma. Vejamos Gilmar Mendes, que não esconde sua íntima relação com lideranças do PSDB e que mais tarde contraria seus próprios julgados anteriores para poder interferir de forma vergonhosa nas prerrogativas da Presidenta da República. De outro lado, ainda, vejamos a massa de viúvas da Ditadura que têm saído às ruas para pregar pelo fim da democracia...
Vamos voltar os olhos para Ijuí. Aqui, no último 13/03, pessoas foram às ruas se dizendo contra a corrupção. Mas contra qual corrupção? Selecionaram apenas aquela que dizem envolver Lula e Dilma, mas que nunca comprovaram. Ao mesmo tempo, silenciaram completamente contra a corrupção promovida pelo PSDB, de Aécio, Serra, Alckmin, Beto Richa... Silenciaram contra a corrupção do DEM, de José Agripino. Silenciaram contra a corrupção do PMDB, de Eduardo Cunha, de Darcísio Perondi, fiel escudeiro de Cunha. E notem que contra todos esses há robustas provas. Entretanto, quem gritou contra eles na Praça da República no domingo de 13/03/2016? Gritaram apenas “Bolsonaro presidente”, “Lula ladrão”, “Dilma quenga”... Percebam que quando não estavam disseminando o ódio contra a esquerda, estavam defendendo Bolsonaro, que é assumidamente racista, machista, homofóbico e xenofóbico, dentre outras tantas qualidades que o fazem ser rejeitado até mesmo dentro da direita. Até houve quem dissesse que o movimento se dava contra toda a corrupção, não importando o partido político. Pena que não mostraram isso. Entre o falar e o fazer parece haver uma enorme distância. Não gritaram contra o PP, que tem todos os deputados federais do RS sendo investigados na lava-jato. PP de Afonso Hamm, José Otávio Germano, Jerônimo Goergen, Luiz Carlos Heinze, Renato Molling e Vilson Covatti. PP também de Andrei Cossetin, vereador ijuiense e responsável pela organização do ato em Ijuí, e que também preferiu apontar apenas a suposta corrupção de outros e silenciar totalmente sobre aquela que corrói gravemente o seu próprio partido, que, aliás, como dito acima, é herdeiro da Ditadura Militar, dos torturadores, da Arena... Quem sabe por isso que resolveu soltar toda sua raiva contra os comunistas pelo Facebook, numa atitude totalmente antidemocrática e digna de pena, de vergonha. Para ele, aliás, cabe o recado já passado por Jandira Feghali em 15/09/2015: “enquanto tivermos democracia e votos, os comunistas vão falar”!
Aprofundando um pouco esta análise, é importante referir que, na atual organização para interromper os trabalhos e avanços do Governo Federal, coube à mídia inflamar a população brasileira despolitizada, especialmente a classe média, que já vinha incomodada pelos avanços sociais dos últimos anos. Assim, Veja, IstoÉ, Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Zero Hora, que consolidaram parcerias com os juízes que mancham a imagem do Judiciário brasileiro através de sua justiça seletiva, arbitrária, através da promoção de ilegalidades grosseiras, através do total desrespeito aos preceitos mais básicos e fundamentais da Constituição Federal, passaram a se esbaldar nas especulações e nas mentiras. A população, por sua despolitização, simplesmente não se deu conta que a mesma mídia que lhe convulsiona foi contra as Leis Trabalhistas, foi contra Getúlio Vargas, foi contra Juscelino Kubitschek, foi contra o 13º salário, foi contra João Goulart, foi contra a queda dos juros bancários... A Globo, para citar um exemplo, manipulou as imagens do debate entre Collor e Lula em 1989 para o fim de mutilar a imagem do então presidenciável Lula, foi contra as Diretas Já, que dava o poder do povo escolher seu próprio presidente, foi contra os CIEPs de Brizola e Darcy Ribeiro, e, pasmem, apoiou a Ditadura Militar! Mas isso parece não ter importância, visto que na cabeça dessa gente a Globo virou mocinha num passe de mágica, abandonando da noite para o dia os seus interesses escusos após uma luz divina apontar a seus dirigentes que se despreocupassem com os bilhões em impostos sonegados que estão sendo hoje cobrados, que se despreocupassem da vinda à tona de seus empréstimos conseguidos irregularmente junto ao BNDES na era FHC, que se despreocupassem com o avanço dos debates acerca da democratização dos meios de comunicação...
Enfim, criada está uma situação muito delicada. Assim como foi no passado, hoje uma elite corrompida tenta recuperar o poder para impedir o progresso na limpeza do país, limpeza esta de que carecemos há décadas. Irremediavelmente, no balaio do que está em jogo também se encontram os avanços sociais dos últimos 13 anos, avanços estes que tiraram milhões da miséria, avanços que tiraram o Brasil do mapa da fome, avanços que deram acesso à educação a milhões, avanços que geraram empregos, e empregos formais, com carteira de trabalho assinada, avanços que geraram aumento real nos salários, especialmente aumento no salário mínimo, avanços que levaram luz para quem vivia no escuro, água para quem vivia na seca, avanços que fizeram o Brasil alcançar o posto de 7ª economia mundial, avanços que fizeram nosso PIB mais que dobrar em pouco mais de uma década, avanços que levaram educação superior a mais brasileiros, avanços que fizeram os negros tomarem conta das salas das universidades, avanços que empoderaram mulheres e LGBT’s, avanços que trouxeram mais médicos para todos os cantos do país...
Alguns, cujo projeto entreguista e privilegiador viram ser derrotado por 4 vezes seguidas, não aguentam mais esperar para chegar ao poder e lançarem o Brasil aos braços do grande capital novamente. Essas pessoas não aguentam mais ver o pobre com poder de compra, inserido no mercado consumidor! Até 2002 isso era privilégio deles. Até 2002, pobre não ia pra faculdade, não andava de avião, não tinha carro, não tinha casa própria... Esses eram privilégios de alguns, e esses alguns não se sentem à vontade tendo que dividir esses prazeres. Por isso, com um discurso furado, sem fundamento, através de ações que só prestam desserviço aos interesses do Brasil, querem um golpe de Estado, revivendo estratégias imorais do passado! Analisem a história! Inúmeros juristas de alto gabarito, autoridades internacionais, políticos, celebridades, pensadores, todos apontam: é sim o golpe de Estado o que eles querem, aos moldes do de 1964! Querem novamente explodir com a democracia. E isso não podemos deixar. O Brasil é do povo brasileiro, e há que se lutar até a última gota de força pela Nação que amamos e tanto queremos ver altiva, soberana, potente, rica, igualitária e esbanjando democracia sempre! Temos que lutar, porque sabemos que a saída para os problemas que enfrentamos hoje não é atentar contra a democracia, rasgando os votos de 54 milhões de brasileiros, rasgando a Constituição, pisando sobre a legalidade! A saída é pela esquerda!
Marlon Régis Soares, advogado.
Este é um artigo de opinião. A publicação deste artigo neste blog visa a promoção do debate em torno de questões da atualidade. As opiniões expressadas pelo autor não refletem, de forma oficial, a opinião do PCdoB de Ijuí.
O “combate à corrupção” foi a principal bandeira em 1954, contra Getúlio Vargas, e em 1964, contra João Goulart. Chamaram-lhes de “os mais corruptos da história”, passaram por cima deles, e depois a história mostrou que quem estava errado era o povo do pseudo-combate à corrupção.
E a conclusão do erro não é difícil, vez que basta perceber que quando os baluartes da moral e mais ferrenhos defensores da honestidade política alcançaram o poder, especialmente quando do golpe de 1964, afundaram o Brasil num mar de corrupção sem fim. Mais ai de quem ousasse apontar toda aquela sujeira, que, ao fim, com muito trabalho, conseguiu ser abafada.
Infelizmente a cultura da política corrupta não se perdeu com a redemocratização. Por inúmeros interesses, todos mesquinhos, os governantes que se seguiram não tiveram interesse em combater enfaticamente a corruptela que corroía as Instituições e o próprio Estado.
Contudo, só até chegar Lula, até chegar Dilma. E foi nesses governos onde a corrupção, de fato, passou a ser combatida. Nunca se investigou tanto! O “Engavetador-Geral” ficou para trás. A Polícia Federal deixou para trás sua atuação insignificante e submissa aos desmandos presidenciais, para virar ferramenta forte de enfrentamento das irregularidades que há muito acometiam o país. As Leis de enfrentamento à corrupção se aperfeiçoaram, juntamente com os órgãos de fiscalização e controle, que seguiram na mesma linha.
Veja-se que já em 2003 se aprovou a Lei nº. 10.683/2003, que criou a Controladoria Geral da União (CGU). Em 2004, foi criado o Portal da Transparência. Em 2005, foi regulamentado o pregão eletrônico. Em 2008 foi criado o Cadastro de Empresas Inidôneas (CEIS). Em 2012 foi aprovada a Lei de Acesso à Informação. Em 2013 é aprovada a Lei nº. 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção.
Não bastasse isso, a partir de 2003 se iniciou um processo de ampliação e aperfeiçoamento do quadro funcional de instituições como a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
Tudo isso, portanto, convergiu para um aumento da capacidade investigativa e de controle da gestão e dos recursos públicos. Consequentemente, investigando-se mais, a lógica indica que mais casos de corrupção começaram a ser descobertos, inclusive dentro do partido do próprio Governo Federal, o que de certa forma pode ser considerado positivo, porque até então era inimaginável que se conseguisse espaço para investigar o partido do poder. Vale lembrar que quando se tentou investigar a corrupção do PSDB na era FHC todos os inquéritos acabaram arquivados por ordem do próprio Presidente, que nessa época detinha amplo poder para tanto.
O melhor desse processo de aperfeiçoamento do verdadeiro combate à corrupção é que ele somente foi possível dentro da normalidade democrática, dando-se um passo de cada vez, sem fugir da legalidade. Aliás, se assim não fosse, jamais poderíamos falar que enfim haveria Justiça.
Entretanto, em pleno 2016, tudo isso, todos esses avanços parecem que tendem a ruir, pois determinados grupos e nomes de poder ficaram nitidamente incomodados. Como consequência, passaram a agir para deter esses avanços. Mas agir de que forma? Bom, Eduardo Cunha, indignado com a demissão de seus comparsas em Furnas, em retaliação, acatou pedido de impeachment contra Dilma. PSDB e DEM, de cujos membros se descobriu envolvimento em lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, desvios de recursos públicos, dentre outros, passaram a articular o levante do Legislativo contra a chefe do Executivo federal. O PP, herdeiro da Arena, partido de sustentação da Ditadura, viu a oportunidade de retomar seu antigo enfrentamento aos “comunistas”, além de, é claro, mobilizar-se para ver abafado o envolvimento de boa parte de sua bancada em desvios de recursos públicos. A mídia, da qual se descobriu bilhões em sonegação de impostos, passou a fazer forte campanha contra o Governo Federal.
Infelizmente, muitos daqueles que deveriam ter o esclarecimento e o discernimento necessário para ir contra essa onda, acabaram cedendo, sabe-se lá por que tipo de interesse. A única certeza que se tem é que a bandeira do enfrentamento à corrupção acabou servindo apenas para a aparência, como em 1954 e 1964. Juízes, promotores de justiça e membros da Polícia Federal, por exemplo, passaram a atuar sem a mínima imparcialidade que a Lei manda. Vejamos Moro, que participa abertamente de campanhas do PSDB e apela habitualmente para ilegalidades e inconstitucionalidades, encontrando-se atualmente inclusive sob o risco de ser preso por isso; vejamos Catta Preta, que utiliza sua página do Facebook para pregar contra Dilma e contra o PT diuturnamente, mas que mais tarde ainda se considera apto para conduzir processos que afetam diretamente o Governo Federal; vejamos os promotores que pediram a prisão de Lula (sem provas, diga-se de passagem), que defendem abertamente, inclusive em atos públicos, a derrubada da Presidenta Dilma. Vejamos Gilmar Mendes, que não esconde sua íntima relação com lideranças do PSDB e que mais tarde contraria seus próprios julgados anteriores para poder interferir de forma vergonhosa nas prerrogativas da Presidenta da República. De outro lado, ainda, vejamos a massa de viúvas da Ditadura que têm saído às ruas para pregar pelo fim da democracia...
Vamos voltar os olhos para Ijuí. Aqui, no último 13/03, pessoas foram às ruas se dizendo contra a corrupção. Mas contra qual corrupção? Selecionaram apenas aquela que dizem envolver Lula e Dilma, mas que nunca comprovaram. Ao mesmo tempo, silenciaram completamente contra a corrupção promovida pelo PSDB, de Aécio, Serra, Alckmin, Beto Richa... Silenciaram contra a corrupção do DEM, de José Agripino. Silenciaram contra a corrupção do PMDB, de Eduardo Cunha, de Darcísio Perondi, fiel escudeiro de Cunha. E notem que contra todos esses há robustas provas. Entretanto, quem gritou contra eles na Praça da República no domingo de 13/03/2016? Gritaram apenas “Bolsonaro presidente”, “Lula ladrão”, “Dilma quenga”... Percebam que quando não estavam disseminando o ódio contra a esquerda, estavam defendendo Bolsonaro, que é assumidamente racista, machista, homofóbico e xenofóbico, dentre outras tantas qualidades que o fazem ser rejeitado até mesmo dentro da direita. Até houve quem dissesse que o movimento se dava contra toda a corrupção, não importando o partido político. Pena que não mostraram isso. Entre o falar e o fazer parece haver uma enorme distância. Não gritaram contra o PP, que tem todos os deputados federais do RS sendo investigados na lava-jato. PP de Afonso Hamm, José Otávio Germano, Jerônimo Goergen, Luiz Carlos Heinze, Renato Molling e Vilson Covatti. PP também de Andrei Cossetin, vereador ijuiense e responsável pela organização do ato em Ijuí, e que também preferiu apontar apenas a suposta corrupção de outros e silenciar totalmente sobre aquela que corrói gravemente o seu próprio partido, que, aliás, como dito acima, é herdeiro da Ditadura Militar, dos torturadores, da Arena... Quem sabe por isso que resolveu soltar toda sua raiva contra os comunistas pelo Facebook, numa atitude totalmente antidemocrática e digna de pena, de vergonha. Para ele, aliás, cabe o recado já passado por Jandira Feghali em 15/09/2015: “enquanto tivermos democracia e votos, os comunistas vão falar”!
Aprofundando um pouco esta análise, é importante referir que, na atual organização para interromper os trabalhos e avanços do Governo Federal, coube à mídia inflamar a população brasileira despolitizada, especialmente a classe média, que já vinha incomodada pelos avanços sociais dos últimos anos. Assim, Veja, IstoÉ, Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Zero Hora, que consolidaram parcerias com os juízes que mancham a imagem do Judiciário brasileiro através de sua justiça seletiva, arbitrária, através da promoção de ilegalidades grosseiras, através do total desrespeito aos preceitos mais básicos e fundamentais da Constituição Federal, passaram a se esbaldar nas especulações e nas mentiras. A população, por sua despolitização, simplesmente não se deu conta que a mesma mídia que lhe convulsiona foi contra as Leis Trabalhistas, foi contra Getúlio Vargas, foi contra Juscelino Kubitschek, foi contra o 13º salário, foi contra João Goulart, foi contra a queda dos juros bancários... A Globo, para citar um exemplo, manipulou as imagens do debate entre Collor e Lula em 1989 para o fim de mutilar a imagem do então presidenciável Lula, foi contra as Diretas Já, que dava o poder do povo escolher seu próprio presidente, foi contra os CIEPs de Brizola e Darcy Ribeiro, e, pasmem, apoiou a Ditadura Militar! Mas isso parece não ter importância, visto que na cabeça dessa gente a Globo virou mocinha num passe de mágica, abandonando da noite para o dia os seus interesses escusos após uma luz divina apontar a seus dirigentes que se despreocupassem com os bilhões em impostos sonegados que estão sendo hoje cobrados, que se despreocupassem da vinda à tona de seus empréstimos conseguidos irregularmente junto ao BNDES na era FHC, que se despreocupassem com o avanço dos debates acerca da democratização dos meios de comunicação...
Enfim, criada está uma situação muito delicada. Assim como foi no passado, hoje uma elite corrompida tenta recuperar o poder para impedir o progresso na limpeza do país, limpeza esta de que carecemos há décadas. Irremediavelmente, no balaio do que está em jogo também se encontram os avanços sociais dos últimos 13 anos, avanços estes que tiraram milhões da miséria, avanços que tiraram o Brasil do mapa da fome, avanços que deram acesso à educação a milhões, avanços que geraram empregos, e empregos formais, com carteira de trabalho assinada, avanços que geraram aumento real nos salários, especialmente aumento no salário mínimo, avanços que levaram luz para quem vivia no escuro, água para quem vivia na seca, avanços que fizeram o Brasil alcançar o posto de 7ª economia mundial, avanços que fizeram nosso PIB mais que dobrar em pouco mais de uma década, avanços que levaram educação superior a mais brasileiros, avanços que fizeram os negros tomarem conta das salas das universidades, avanços que empoderaram mulheres e LGBT’s, avanços que trouxeram mais médicos para todos os cantos do país...
Alguns, cujo projeto entreguista e privilegiador viram ser derrotado por 4 vezes seguidas, não aguentam mais esperar para chegar ao poder e lançarem o Brasil aos braços do grande capital novamente. Essas pessoas não aguentam mais ver o pobre com poder de compra, inserido no mercado consumidor! Até 2002 isso era privilégio deles. Até 2002, pobre não ia pra faculdade, não andava de avião, não tinha carro, não tinha casa própria... Esses eram privilégios de alguns, e esses alguns não se sentem à vontade tendo que dividir esses prazeres. Por isso, com um discurso furado, sem fundamento, através de ações que só prestam desserviço aos interesses do Brasil, querem um golpe de Estado, revivendo estratégias imorais do passado! Analisem a história! Inúmeros juristas de alto gabarito, autoridades internacionais, políticos, celebridades, pensadores, todos apontam: é sim o golpe de Estado o que eles querem, aos moldes do de 1964! Querem novamente explodir com a democracia. E isso não podemos deixar. O Brasil é do povo brasileiro, e há que se lutar até a última gota de força pela Nação que amamos e tanto queremos ver altiva, soberana, potente, rica, igualitária e esbanjando democracia sempre! Temos que lutar, porque sabemos que a saída para os problemas que enfrentamos hoje não é atentar contra a democracia, rasgando os votos de 54 milhões de brasileiros, rasgando a Constituição, pisando sobre a legalidade! A saída é pela esquerda!
Marlon Régis Soares, advogado.
Este é um artigo de opinião. A publicação deste artigo neste blog visa a promoção do debate em torno de questões da atualidade. As opiniões expressadas pelo autor não refletem, de forma oficial, a opinião do PCdoB de Ijuí.
Assinar:
Postagens (Atom)




