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terça-feira, 1 de novembro de 2011

DEMEI tem potencial para ser a melhor concessionária de energia do país

O Fórum de Debate Amplo do PCdoB realizado no último sábado teve como tema o Departamento Municipal de Energia de Ijuí. O foco do debate, coordenado por Luis Rodrigo Goulart que é funcionário concursado e integra o quadro técnico da empresa, foi dar aos presentes um panorama da situação geral e dos principais desafios a serem superados pela autarquia.

Luis Rodrigo coordenou o Fórum de debate
sobre o DEMEI
“Um dos principais problemas enfrentados pela empresa hoje é a falta de uma orientação política. É o Executivo Municipal que determina o modelo de gestão na empresa. Infelizmente tem-se priorizado perfis políticos em vez de perfis técnicos na gestão. Esta opção nos leva à outro problema que a total ausência de um planejamento estratégico para o DEMEI”, explicou Luis Rodrigo. Um exemplo específico da falta de planejamento é a inexistência de um projeto global para a ampliação da geração de energia.

Há, por exemplo, viabilidade para ampliar a geração da Usina de Passo Ajuricaba. A unidade poderia ser ampliada com mais um canal e a substituição dos velhos geradores por novos, mais eficientes. Luis Rodrigo entende que a Usina Velha tem um alto custo de manutenção para pouca geração de energia. Segundo ele a empresa deveria investir na sua automatização, diminuindo assim os custos de produção. “A Usina Velha é um patrimônio da nossa cidade. Deveríamos ter um olhar mais amplo e tornar aquele espaço um ponto turístico, histórico, de lazer e de aprendizado sobre este tema importante que é a geração de energia”, defendeu.

Ele defende também investimento na matriz eólica, pela viabilidade, pela importância da pesquisa em fontes renováveis de energia e pela oferta de financiamento para este fim. “Uma das funções da empresa pública é desenvolver novas tecnologias. Há muito dinheiro disponível para investir neste setor. Logo a bola da vez será a energia solar e ai perderemos de aproveitar estes financiamentos e dar este salto importante em nossa região. Dependemos de projetos e planejamento”.
Segundo ele, o sistema que atende a cidade sequer dispõe hoje de oferta para um grande empreendimento empresarial, por exemplo. Sem uma política prévia de investimento em geração não houve aumento da produção própria e o atraso na decisão de construir uma nova subestação impõe ao município um limite perigoso. “A capacidade da nossa linha de transmissão esta no limite inclusive para a compra de mais energia. Uma solução só virá em 2013”.

Tarifa justa
Luis Rodrigo exalta a reconhecida eficiência da empresa na prestação dos serviços, o que é determinado em grande parte por um quadro técnico muito qualificado, porém desvalorizado. Ele explica que raramente este quadro técnico é consultado e que o quadro gestor, comissionado, tem menor qualificação do que o técnico. “Muitas das deficiências de gestão são compensadas em grande parte pelo quadro técnico. É fundamental uma política de valorização e a criação de uma diretoria técnica bem remunerada”, diz. “Precisamos levar em conta a importância da empresa para o município. As pequenas empresas conseguem atender melhor, com continuidade e confiabilidade. Nosso desafio constante é sermos eficientes para cumprirmos com a determinação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) de oferecermos qualidade com uma tarifa justa”.

Luis mostrou aos presentes como é calculada a tarifa e explicou que todo o procedimento de calculo é regulado pela ANEEL, sendo que o DEMEI tem uma margem muito pequena para influir no valor cobrado pelo serviço. “A tarifa deve garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessionária de distribuição de energia elétrica. Ela pode ser atualizada por meio de três mecanismos: o reajuste tarifário anual, revisão tarifária e revisão tarifária extraordinária”. O reajuste anual é calculado mediante a aplicação do Índice de Reajuste Tarifário, que repõem o poder de compra da empresa. Já as revisões tarifárias são cálculos mais complexos com o objetivo de analisar, após um período previamente definido no contrato (geralmente de 4 anos), o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. No momento da revisão tarifária periódica são calculadas a receita necessária para cobertura dos custos operacionais eficientes e a remuneração adequada sobre os investimentos realizados, com prudência. “A tarifa tem relação direta com a qualidade do serviço prestado e com investimentos em estrutura. Na forma de cálculo estabelecida pela agência reguladora nacional, quanto melhor a qualidade e maiores os investimentos, maior será a remuneração de empresa pelo serviço prestado”.

Pontos críticos tem fundo político
Para se ter uma ideia da importância da empresa para a cidade, basta ver o seu orçamento em 2011. O valor impressiona. São 47 milhões de reais, quase 30% do orçamento do município que é próximo a 173 milhões. “O DEMEI é parte fundamental do orçamento municipal, no que diz respeito ao equilíbrio financeiro geral. Temos uma folha próxima a meio milhão de reais. Sem o orçamento que a autarquia injeta nos cálculos finais do orçamento geral, é quase certo que a lei de responsabilidade fiscal estaria comprometida. Ijuí gasta muito com sua folha de servidores e nosso orçamento maquia o orçamento geral”.

Além disso, a Lei Municipal Nº 3057/94 estabelece um repasse mensal da receita bruta da autarquia ao município no valor de 10%. Neste ano este repasse será próximo a 5 milhões. Com esse dinheiro, em 3 anos, seria possível construir a subestação com recursos próprios, sem depender de empréstimos externos. “Este repasse prejudica a empresa e tem significado o seu sucateamento. Este valor deveria ser investido na distribuição, geração, modernização, em pesquisa e em tecnologia”, sustenta.

O mais preocupante porém é a falta de informação sobre a inadimplência. O valor acumulado estimado de contas não pagas é de cerca de 4,5 milhão de reais. “Temos um alto índice de inadimplentes muito porque não há por parte da gestão da empresa um programa de saneamento desta questão”. “Existem problemas mas temos também muitas virtudes. O DEMEI, se submetido a uma gestão técnica e financeira voltada exclusivamente para a empresa, poderia se tornar em muito pouco tempo, a melhor concessionária de energia do país e um exemplo para o setor”, finaliza Luis Rodrigo.

“Queremos nos qualificar para qualificar o debate sobre a nossa cidade. O PCdoB quer construir a sua opinião utilizando o conhecimento da militância e da população sobre os problemas e sobre as expectativas que todos nos temos, de uma cidade melhor. Nosso debate foi importante e muito esclarecedor”, disse a vice-presidente e vereadora Rosane Simon.
O Fórum de Debate Amplo realiza-se sempre no último sábado de cada mês. A próxima reunião será em 26 de novembro.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fórum do PCdoB debate o DEMEI neste sábado

Já pensando em atualizar o seu plano de governo, o PCdoB tem promovido reuniões mensais para debater temas relacionados a cidade em busca de agregar ideias e opiniões de seus filiados e também de cidadãos sobre temas específicos.

O tema do Fórum de Debate Amplo neste sábado será a autarquia de energia de Ijuí. A coordenação do Fórum será de Luis Rodrigo Goulart que é funcionário do DEMEI e realizou um estudo de situações técnicas e administrativas na autarquia. “Os trabalhadores do DEMEI lutam para fortalecer a empresa, trabalhando para que ela se torne mais eficiente e produtiva. Infelizmente as diferentes gestões administrativas oscilam e por esta instabilidade, estamos perdendo qualidade”, explica Luis Rodrigo.

O Fórum de Debate Amplo acontece neste sábado, 29 de outubro, as 9 horas, no Comitê Municipal do PCdoB.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Nota do PCdoB de Ijuí sobre a composição para o governo do estado

O esforço em buscar um entendimento na questão das indicações para o governo do estado foi positivo e significou um sensível avanço na relação entre os partidos em Ijuí. No entanto, apesar das conversações, não houve consenso, como deixou transparecer o coordenador regional do PT, Adalberto Noronha, em entrevistas a imprensa local.
 
Na tarefa de indicar nomes para compor o governo estadual, o PCdoB de Ijuí, sem menosprezar ou desqualificar qualquer outro nome, de qualquer um dos partidos, buscou colocar prioritariamente, como critério para a indicação, quadros técnicos comprometidos politicamente com o projeto de governo, antes de quadros políticos. Neste sentido, os nomes de Luis Rodrigo Goulart, Luiz Etevaldo da Silva e Lúcia Ottonelli Crescente foram indicados.
 
Luis Rodrigo Goulart, indicado para ocupar a 12ª Delegacia Regional de Desenvolvimento Social e Trabalho, é trabalhador concursado do DEMEI, graduado em Gestão Pública pela UNIJUI e pós-graduando em Gestão Pública pela UFRGS, sendo oriundo do movimento estudantil.
 
Luiz Etevaldo da Silva, indicado para o cargo de coordenador pedagógico na 36ª Coordenadoria Regional de Educação, é licenciado em Estudos Sociais, graduado em História, especialista em Humanidades e mestre em Educação nas Ciências.
 
Lúcia Ottonelli Crescente, indicada para o cargo de Coordenadora de 17ª Coordenadoria Regional de Saúde, possui Mestrado em Desenvolvimento, Gestão e Cidadania e graduação em Enfermagem. Atualmente é técnica da Secretaria Estadual de Saúde junto à 17ª Coordenadoria Regional de Saúde e professora na área de gestão do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Regional - Unijui. Tem experiência em politica pública municipal e estadual, atuando principalmente nos seguintes temas: regulação do SUS, saúde mental coletiva, gestão, humanização, inovação, desenvolvimento e cidadania.
 
Dito isso, expressamos nosso entendimento de que o processo de conversação e de reuniões para a busca de um consenso em torno da composição de governo, trilhou dois caminhos distintos, ambos, a sua maneira, alheios a coligação. De um lado, negociações priorizando a “governabilidade”, muito importantes, aproximando partidos que não compuseram a Unidade Popular pelo Rio Grande, como PDT e PTB. Por outro lado, as negociações com os aliados da coligação, integrantes da Unidade Popular pelo Rio Grande. Com os aliados, em vez da "governabilidade", coloca-se na mesa “questões de partido”, como a necessidade de composição e de acomodação de correntes internas do Partido dos Trabalhadores, questão igualmente alheia a coligação. Afinal, a Unidade Popular pelo Rio Grande se deu com o PT ou com suas correntes?

Temos a plena convicção de que os problemas internos do PT devem ser resolvidos pelo PT e pelos seus dirigentes e não dizem respeito aos partidos que compõe a Unidade Popular pelo Rio Grande e nem ao povo gaúcho.
 
Ressaltamos que a lista de indicações que foi divulgada pela coordenação regional do PT, apesar de constar dois dos nomes indicados pelo PCdoB, não corresponde a entendimento, consenso ou aprovação na qual o PCdoB de Ijuí tenha participado. Houve sim, um processo de conversações. A lista de nomes divulgada é resultado de apontamentos da coordenadoria regional petista, baseados em conversações não finalizadas.
 
Por fim, afirmamos que o nosso compromisso com a Unidade Popular pelo Rio Grande é incondicional. Temos plena convicção de que o estado irá avançar e vamos sempre, contribuir com o melhor de nossos esforços, para que este governo cumpra o seu plano de governo e recoloque o estado nos trilhos do desenvolvimento.
Executiva Municipal do PCdoB