Reunida na tarde desta quarta-feira (11), a Executiva do Partido formulou nota sobre a manifestação da comunidade contra a suspensão do atendimento aos pacientes do SUS, pelo HCI.
A recente suspensão do atendimento aos pacientes do SUS no Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), medida unilateral tomada pela direção do hospital alegando prováveis faltas de repasses de verbas pelos governos federal e estadual, não atingiu nem prejudicou nenhum governo, nenhum deputado, nenhum diretor. Quem sofreu e desesperou-se foi a nossa população, em toda a região. Pacientes com tratamento agendado, inclusive para doenças como o câncer, tiveram seu tratamento suspenso, gerando situações de desespero, dor e de inúmeras dificuldades para os doentes e seus familiares.
Ciente disso e diante da insensibilidade da direção do hospital e de parte do seu corpo clínico com a população, o Fórum Regional de Conselhos de Saúde convocou e liderou uma manifestação na tarde da última terça-feira (10), em frente ao HCI, na qual compareceram diversas lideranças regionais. Lideranças indígenas, presidentes e membros de conselhos de saúde, sindicalistas, gestores públicos, prefeitos e vereadores de diversos partidos. Todos estavam lá em defesa do SUS, de uma saúde pública, gratuita e de qualidade e principalmente, defendendo a imediata volta do atendimento aos pacientes, o que ocorreu no dia posterior a manifestação.
Pessoas que sequer participaram do ato ou ajudaram na mobilização pelo retorno do atendimento, opinaram caracterizando a manifestação da comunidade com os termos palhaçada, engodo, engano, mentira e hipocrisia. Se houve palhaçada, engodo, engano, mentira e hipocrisia, foi por parte daqueles que privaram a população de Ijuí e de toda a região do seu direito ao atendimento em saúde. Foi também por parte daqueles que diante da situação da suspensão do atendimento, não focaram sua atuação política e pessoal pelo retorno deste atendimento, mas foram a público defender o seu grupo político e atacar lideranças que estavam no ato, defendendo a saúde, o SUS, o HCI e a população regional.
Nossa filiada, Lúcia Ottonelli Crescente, é funcionária de carreira e no início do ano passado assumiu o cargo de coordenadora adjunta da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde. Tem profundo conhecimento e vasta experiência na área. É uma militante histórica e dedicada ativista no campo da saúde. Defensora do atendimento pleno, como um dos mais fundamentais direitos do cidadão, e não como uma mercadoria, sujeita ao temperamento de governos, parlamentares e grupos políticos. Se sua atuação como gestora, neste curto período na coordenadoria massacrou algo, foi o discurso mercantilista e a insensibilidade com que determinados setores tratam nossa população e os serviços de saúde. Sua luta é a nossa luta, a luta do PCdoB.
A crise no HCI, como muitos inclusive reconhecem, tem origem em problemas de gestão. As dificuldades e situações de dor e desespero pelas quais muitos pacientes passaram nestes dias de suspensão do atendimento recaem sobre esta má gestão, no sistema de saúde, nos governos e nas direções que passaram pelo hospital. Mas passa também por atitudes corporativistas de grupos profissionais, econômicos e pelo jogo mesquinho de grupos políticos conhecidos na cidade e na região.
O Hospital de Caridade de Ijuí tem uma linda história, comunitária, que precisa ser resgatada. Nesta manifestação, a população de toda a região levantou a sua voz, dizendo que quer este resgate e quer transparência na gestão do hospital. Sobretudo esteve de pé e vai continuar na luta pelo seu direito a uma saúde pública, gratuita e de qualidade.
O Hospital de Caridade de Ijuí é da comunidade regional.
Executiva Municipal do PCdoB/Ijuí
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Verbas para “Estação Cultura” ainda não estão garantidas
Resumo da Sessão Legislativa. 02 de dezembro de 2014.
Mandato do PCdoB, Vereadora Rosane Simon
Mandato do PCdoB, Vereadora Rosane Simon
A Vereadora citou um caso recente, em que recursos da Fundergs, para o Campeonato Sul Brasileiro de Judô realizado em Ijuí e que foram articulados pelo PCdoB, não foram recebidos pelo fato do município estar registrado no Cadin. O Cadin registra o nome das pessoas físicas e jurídicas que possuem pendências com os órgãos e entidades da Administração Pública. “De um lado o Ministério diz que está aguardando documentos e do outro o Município diz que o recurso está perdido. Me parecem estranhas as justificativas. Talvez o problema seja porque é do PCdoB e há problema em dizer que o recurso foi conseguido pelo Partido do Piaia”, concluiu Rosane Simon.
A Vereadora do PDT, Helena Marder, lamentou na tribuna a falta do dinheiro. Ela, que foi uma das pioneiras pela revitalização daquele espaço, lembrou que a primeira investida foi em 2006.
Para Rosane Simon, situação financeira do HCI demanda um conselho gestor
A Vereadora Rosane Simon chamou a atenção também para matéria publicada no Jornal da Manhã de sábado (29/11), em que a direção do Hospital de Caridade de Ijuí aponta “atrasos milionários” em rapasses governamentais.
“As informações são desencontradas. Conversei com representantes da 17ª Coordenadoria de Saúde sobre esta questão e a informação é de que existem auditorias sobre os valores repassados e o que pudemos verificar é que os valores informados pela direção do HCI não batem. Há repasses pendentes, mas não neste valor divulgado”, disse Rosane Simon.
A Vereadora ressaltou que o HCI é um hospital que atende mais de 70% SUS e portanto recebe muitos recursos públicos, além de que, os modernos e caríssimos equipamentos usados pelo hospital são adquiridos com recursos do SUS. “Um hospital deste porte e que recebe tanto dinheiro e financiamento público, tem que ter um conselho gestor, para que sua situação financeira seja mais transparente e para que não tenhamos a todo momento que verificar o desencontro das informações entre a direção do hospital e a Coordenadoria de saúde”. Por sugestão do Presidente do Legislativo, Vereador Claudiomiro Pezetta, a direção do HCI e a 17ª Coordenadoria de Saúde serão convidadas para participar da reunião das comissões a fim de que os Vereadores possam se inteirar a respeito destes valores.
Rosane Simon lembrou ainda que numa reunião ocorrida recentemente, representantes do Governo Federal e Estadual, expuseram à direção do HCI a questão de que, se há dificuldades em administrar o hospital, o poder público assumiria o serviço, tornando o HCI 100% SUS. Rosane Simon expressou também sua indignação, com o fato relatado a ela por um paciente, de que médicos estão usando as consultas para aterrorizar pacientes. “Seguem as desinformações aos pacientes, de que supostamente os repasses federais ao hospital vão terminar, colocando em risco o funcionamento do Cacon. É uma mentira e espero que a direção da entidade alerte seus profissionais sobre o fato”, concluiu.
Unidade de Pronto Atendimento estará pronta só em 2015
Comentando a notícia desta semana de que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estará pronta só no próximo ano, a Vereadora Rosane Simon se disse impaciente. “Há dois ou três anos que a população aguarda a conclusão da obra que recebe repasses integralizados por parte dos Governos Estadual e Federal. A UPA está lá e o cidadão não consegue usufruir deste serviço. Tanto recurso público investido e que fica na geladeira”, disse.
Encaminhamentos:
Verificar as condições técnicas de funcionamento da empresa Dubai alimentos, uma vez que os resíduos gerados por esta empresa têm causado reclamações dos moradores nos arredores.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Canalização de arroio no Bairro Glória terá audiência pública
Mandato do PCdoB, Vereadora Rosane Simon
Em sessão adiantada para a sexta-feira, em virtude do dia do servidor público, comemorado na segunda-feira, a Vereadora Rosane Simon teve aprovado o pedido para realização de uma audiência pública, referente a questão da canalização do arroio que corta o Bairro Glória. A canalização do arroio na Rua Sepé Tiarajú, entre as Ruas Pará e Amazonas já tinha dotação orçamentária aprovada no legislativo no dia 14 de julho deste ano. A luta dos moradores é antiga, por sofrerem com enchentes e com a infestação de pragas como ratos e insetos.
“Trago está questão para debate em uma Audiência Pública porque nosso gabinete já está cansado e angustiado, assim com os moradores do bairro, de tantas promessas e da falta de ações”, disse Rosane Simon.
Rosane Simon lembrou que a realização da obra foi assumida pelo executivo no início do ano, em reunião com seu gabinete, secretários e moradores, e já deveria estar pronta. “A questão ambiental, um dos entraves para a obra, já está superada porque há quadras já cobertas deste arroio, restando apenas duas quadras. O Ministério Público já se convenceu, em audiência realizada com moradores, que trata-se de uma questão de saúde pública”, explicou.
Rosane Simon chamou a audiência pra que os moradores, estando a frente do Ministério Público e de representantes do executivo, tenham uma explicação sobre as causas da obra não ocorrer. “Todos estão cientes da importância e da urgência desta obra para estes moradores e a audiência vai servir para que eles tenham uma nova oportunidade de cobrar do executivo esta ação”.
A Audiência acontece no dia 13 de novembro próximo, às 14 horas, no Plenário da Câmara Municipal.
Câmeras de vigilância devem ser instaladas em breve na cidade
Nesta sessão foi aprovado projeto que destina R$ 131 mil da Prefeitura para a instalação de câmeras de vigilância na cidade. O valor gasto foi motivo de crítica do Vereador líder de governo, Darci Pretto, que disse não ser competência do município os gastos com segurança.
A Vereadora Rosane Simon contrapôs a fala do colega Darci Pretto, reconhecendo a responsabilidade do estado na questão da segurança, mas relembrando os inúmeros investimentos nesta área. “O estado tem inúmeras iniciativas nesta área investindo na contratação de servidores, na melhoria dos salários e na compra de equipamentos e novas viaturas. Ainda tem que melhorar, mas devemos lembrar dos muitos governos que promoveram a precarização do serviço público”, disse.
Rosane Simon cumprimentou o executivo pelo projeto. “A instalação das câmeras de vigilância é um debate de algum tempo e uma reivindicação da sociedade e de lideranças empresariais, em que se concluiu pela necessidade destes equipamentos para auxiliar nos serviços de segurança. Mas ressalto também a necessidade de olharmos esta vigilância pela ótica da cidadania e do resguardo dos indivíduos e do seu direito à privacidade”, ressaltou a Vereadora.
Descaso com limpeza de terrenos
Através de seu gabinete, a Vereadora Rosane Simon encaminhou pedido a Secretaria de Planejamento que notifique proprietários de terrenos baldios para que façam a limpeza dos mesmos. O gabinete tem recebido reclamações de moradores sobre terrenos com vegetação alta, passeios com péssimas condições de trafegabilidade, além de problemas com a proliferação de ratos, insetos e cobras.
“É responsabilidade de cada cidadão respeitar as leis e o código de posturas determina que todos mantenham limpos seus terrenos. Em muitos lugares da cidade há moradores pedindo socorro sobre questões como esta.
Pacientes seriam alvo de ameaças pr votarem em Dilma e Tarso
A dois dias da eleição, Rosane Simon levou a público a denúncia que chegou a representantes da 17ª Coordenadoria de Saúde, de que pacientes do Hospital de Caridade e do Cacon. “Há denúncias de que determinados médicos estão cometendo crime desta envergadura, com motivos eleitorais. Além de coagirem pacientes, espalhariam ameaças de que se Dilma e Tarso ganharem a eleição, o Cacon fechará e que seria transferido para grandes cidades”, disse.
Rosane Simon salientou que estas colocações são infundadas e ressaltou os investimentos e o aumento de recursos realizados tanto pelo governo federal, quanto pelo governo estadual nas instituições de saúde da cidade.
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